Na noite da última quarta-feira (3), Biguaçu foi palco de mais uma tragédia que escancara a vulnerabilidade da população: uma menina foi estuprada embaixo da ponte sobre o Rio Biguaçu. O crime brutal não apenas revoltou a comunidade, como também levantou uma questão que já não cabe mais ser adiada: até quando?
Um alerta que se repete
O ataque aconteceu em um ponto já conhecido por sua falta de segurança e visibilidade. Em menos de 30 dias, é o segundo caso grave registrado no mesmo local. Vereadores alertam que famílias evitem o trajeto embaixo da ponte até que medidas concretas sejam tomadas.
“Estamos pedindo para que todos tenham cuidado. Essa tragédia não pode se repetir. Não podemos mais conviver com a sensação de medo constante”, relataram os vereadores.
Promessas de mudança: passarela e fechamento do acesso
A Câmara de Vereadores promete se unir em torno de duas medidas: a construção de uma passarela e o fechamento definitivo do acesso embaixo da ponte. Segundo os parlamentares, a estrutura traria mais mobilidade e segurança para pedestres.
“Estamos unidos nessa causa. O que pedimos é prioridade para proteger nossas famílias. Não dá para empurrar com a barriga mais uma vez”.
Clima de medo e cobrança popular
A comunidade de Biguaçu vive agora sob o peso da insegurança e da indignação. Moradores exigem providências urgentes e cobram que o episódio não se torne apenas mais um número nas estatísticas.
Enquanto o projeto da passarela não sai do papel, o apelo das autoridades e da própria população é claro: evitar o local, especialmente à noite. Mas a pergunta que ecoa nas ruas e no plenário é a mesma — até quando a vida de inocentes estará em risco por falta de ação?


