A Polícia Federal desencadeou, na manhã desta terça-feira (25), a Operação Conatus, focada em reprimir crimes de abuso sexual infantojuvenil praticados no ambiente virtual. A ação, considerada de grande impacto no combate aos crimes cometidos contra crianças e adolescentes, mobilizou equipes em cinco cidades de Santa Catarina e resultou em mandados de busca, apreensão e prisão.
Ação simultânea em várias cidades e prisão em flagrante em Biguaçu
Equipes da PF cumpriram seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Governador Celso Ramos, Biguaçu, Joinville, Lages e Chapecó, além de um mandado de prisão preventiva em Biguaçu.
Durante o cumprimento das diligências, um homem foi preso em flagrante em Biguaçu por armazenar material contendo cenas de abuso sexual infantil, considerado um dos crimes mais graves previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A Operação Conatus visa desarticular redes e usuários envolvidos no armazenamento, compartilhamento e divulgação de arquivos contendo violência sexual contra crianças e adolescentes — materiais frequentemente distribuídos em fóruns, aplicativos de troca de arquivos e plataformas ocultas na internet.
A gravidade dos crimes e o combate à terminologia inadequada
Embora a legislação brasileira ainda utilize o termo “pornografia infantil”, a comunidade internacional e entidades de proteção à infância reforçam que essa expressão não representa a gravidade do crime. O termo adequado — e defendido por especialistas — é abuso sexual de crianças e adolescentes ou violência sexual infantojuvenil.
A mudança não é apenas semântica: ela reconhece que não há “conteúdo” nem “material”, mas sim crianças sendo violentadas, registradas e expostas para fins criminosos. A PF reforça que a compreensão correta ajuda a dimensionar a brutalidade dos atos e a urgência do enfrentamento.
PF orienta pais: monitoramento, diálogo e atenção aos sinais
Além de reprimir esses crimes, a Polícia Federal dedicou parte da operação para alertar pais e responsáveis sobre os riscos enfrentados por crianças e adolescentes na internet.
A corporação enfatiza ações essenciais de prevenção:
• Acompanhar de perto o uso de redes sociais, aplicativos, jogos e plataformas de mensagens;
• Explicar claramente os perigos do ambiente virtual, incluindo perfis falsos e abordagens de aliciadores;
• Conversar abertamente para que crianças e adolescentes saibam identificar situações suspeitas;
• Observar mudanças de comportamento, como isolamento, segredos, medo, irritabilidade ou recusa em mostrar o celular;
• Ensinar como reagir a contatos inapropriados, reforçando que devem buscar ajuda imediatamente.
A PF reforça que informação é uma das maiores ferramentas de proteção e que a prevenção continua sendo a melhor maneira de evitar que crianças se tornem vítimas de crimes sexuais.
Operação segue em andamento
As investigações continuam para identificar outros envolvidos, possíveis conexões com redes internacionais e rastrear a origem e o destino dos arquivos apreendidos. A PF não descarta novas prisões.
O Portal seguirá acompanhando o caso e atualizando a matéria conforme novas informações forem divulgadas.


