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Os bonecos do Berbigão do Boca incendiados chocaram foliões e organizadores na noite de domingo (8), em Florianópolis. As esculturas desfilaram com o público na última sexta-feira (6) e, logo depois, ficaram armazenadas em um pavilhão próximo ao Mercado Público. A organização planejava transferir o material ao local definitivo nesta segunda-feira (9).
O idealizador do evento, Nado Garofallis, relatou que o segurança avisou sobre o incêndio ainda durante a noite. Segundo ele, moradores de rua teriam iniciado o fogo. Com isso, as chamas destruíram duas das 44 esculturas. Cada boneco custa, em média, R$ 8 mil.
Logo após o ocorrido, a Guarda Municipal realizou rondas na região. No entanto, os agentes não localizaram suspeitos. Além disso, a corporação analisa imagens de câmeras instaladas nas proximidades. Por isso, um boletim de ocorrência já registra o caso.
A Polícia Militar informou que o incêndio começou por volta das 21h30. Seguranças privados protegiam o espaço e um deles reagiu rapidamente. Assim, ele afastou os demais bonecos e evitou que o fogo se espalhasse.
Quais bonecos do Berbigão do Boca incendiados foram destruídos
Os vândalos destruíram as esculturas que homenageavam o jornalista Aldírio Simões e o ex-presidente da escola de samba Os Protegidos da Princesa, Hélio Cabrinha. Tradicionalmente, o Berbigão do Boca cria os bonecos como homenagem póstuma a personagens importantes para o Carnaval da cidade.
O artista Alan Cardoso produz todas as peças. Além disso, ele conviveu com grande parte dos homenageados. Dessa forma, mantém a tradição do bloco ao transformar essas figuras em esculturas carnavalescas.
Bonecos do Berbigão do Boca incendiados atingem patrimônio cultural
O Berbigão do Boca é patrimônio cultural imaterial de Florianópolis, conforme a Lei nº 8.812/2012. Todos os anos, o bloco abre oficialmente o Carnaval da cidade. Além disso, a programação reúne cerca de 150 mil pessoas durante aproximadamente 12 horas.
Neste ano, a festa ocorreu na última sexta-feira e contou com grande participação popular. Assim, o bloco manteve a tradição de marcar o início da folia na capital catarinense, mesmo após o episódio em que os bonecos do Berbigão do Boca foram incendiados.


