O carro usado no homicídio em Florianópolis foi incendiado em frente à Central de Plantão Policial (CPP), na Capital. O caso ocorreu poucos dias após o ataque a tiros no Papaquara, no Norte da Ilha, que deixou dois mortos. Além disso, a polícia investiga se os criminosos tentaram eliminar provas e intimidar as forças de segurança.
A ocorrência aumentou a tensão na região, especialmente porque o episódio aconteceu no período que marca o “aniversário” do Primeiro Grupo Catarinense (PGC).
Carro usado no homicídio em Florianópolis estava ligado ao ataque
O veículo incendiado era uma MMC L200 Triton 2.4 HLS. Conforme a investigação, criminosos utilizaram o automóvel no ataque que matou Arthur Anacleto Paust, de 21 anos.
Na ocasião, houve confronto com a Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC). Durante a troca de tiros, outro homem morreu.
O ataque ocorreu no Papaquara, comunidade marcada por disputas entre o Primeiro Grupo Catarinense e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Por isso, a polícia considera a hipótese de retaliação.
Incêndio aconteceu em frente à delegacia
Três homens chegaram ao local e atearam fogo no carro. Segundo a Central Regional de Emergência, um deles era gordo e dois eram magros. Todos cobriram o rosto com panos. Assim, a identificação ficou prejudicada.
A Polícia Militar de Santa Catarina atendeu a ocorrência. Quando a guarnição chegou, o Corpo de Bombeiros já combatia as chamas.
O pátio da delegacia possui câmeras. No entanto, os policiais de plantão não acessaram as imagens imediatamente.
Carro usado no homicídio em Florianópolis pode ter motivado ação
Durante as buscas, o setor de monitoramento do 4º Batalhão identificou um Ford Focus preto circulando antes e depois do incêndio.
As câmeras mostram três homens estacionando na Rua Álvaro Ramos. Em seguida, eles correm até a CPP. Poucos minutos depois, retornam ao veículo e fogem em direção ao Morro da Penitenciária.
A polícia encontrou o carro destravado e com o motor quente na Rua José Francisco das Areias. A Polícia Científica realizou a perícia. Depois disso, encaminhou o automóvel à CPP.
A Polícia Civil de Santa Catarina conduz a investigação. Os agentes apuram a autoria do incêndio e a ligação direta com o ataque no Papaquara.


