Mais de 7 mil pessoas estão fora de casa; governo monitora situação dos rios
O número de municípios atingidos pelas fortes chuvas no Rio Grande do Sul subiu para 132, conforme o mais recente balanço divulgado pelo governo estadual. Até o momento, 6.258 pessoas estão desalojadas e 1.071 estão abrigadas em locais temporários. Quatro mortes foram confirmadas e uma pessoa continua desaparecida.
Situação de emergência e calamidade pública
As chuvas começaram na semana passada e já provocaram decretos de emergência em 21 cidades. Jaguari, na Região Central, foi além e decretou estado de calamidade pública. Embora o número de desalojados e desabrigados tenha registrado leve queda no domingo (22), o cenário ainda é crítico em várias regiões do estado.
Quem são as vítimas das chuvas
As quatro mortes confirmadas ocorreram em diferentes pontos do estado:
• Geneci da Rosa, de 54 anos, morreu em Candelária, na Região dos Vales, após o carro onde estava ser arrastado pela correnteza. Seu marido, de 65 anos, ainda está desaparecido.
• Mario César Trielweiler Gonçalves, de 21 anos, morreu na Serra Gaúcha, entre Caxias do Sul e Nova Petrópolis, após a cabeceira de uma ponte ceder e o carro cair em um arroio.
• Mauro Perfeito da Silva, de 72 anos, faleceu em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana de Porto Alegre, quando uma árvore caiu sobre o veículo em que estava.
• Ademar José Backes, de 59 anos, foi encontrado no domingo (22) dentro de um carro submerso no Rio Dourado, na zona rural de Aratiba, no Norte do estado.
Rios em diferentes níveis de risco
O governo estadual monitora a situação dos principais rios e lagos do estado, que apresentam comportamentos variados:
• Rios em normalização: Taquari (Santa Tereza a Bom Retiro do Sul), Quaraí e Dona Francisca estão com tendência de declínio dos níveis.
• Cota de atenção: Rios como o Taquari (Porto Mariante), Caí (Costa do Rio Cadeia) e Santa Maria (Rosário do Sul) apresentam estabilidade.
• Cota de alerta: O Caí (em pontos como Nova Palmira e Montenegro), o Guaíba, o Gravataí e o Paranhana estão com níveis elevados e requerem atenção redobrada.
• Cota de inundação: Os rios Uruguai, Ibirapuitã, Ibicuí, Jacuí, além das Ilhas da Região Metropolitana de Porto Alegre e o Sinos seguem com níveis críticos. Em algumas regiões, há expectativa de declínio, mas em ritmo lento.
Monitoramento segue intensificado
As autoridades seguem em alerta máximo, especialmente nas regiões com risco de novas inundações. Equipes de resgate e apoio humanitário estão mobilizadas para atender as populações afetadas. O governo também recomenda que a população acompanhe os avisos da Defesa Civil e mantenha atenção às áreas de risco.


