Uma cirurgia inédita em hospital de SC abriu uma nova possibilidade de recuperação para uma criança de 9 anos que vivia em condição de paraplegia. O procedimento ocorreu no Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, e utilizou tecnologia avançada para garantir mais precisão e segurança.
Desde então, a equipe médica já observa sinais iniciais de evolução neurológica. Por isso, cresce a expectativa de que a criança possa recuperar parte dos movimentos dos membros inferiores ao longo do tratamento.
Tecnologia de ponta marca cirurgia inédita em hospital de SC
A equipe médica realizou a cirurgia inédita em hospital de SC em duas etapas. Para isso, utilizou a neuronavegação, tecnologia semelhante a um GPS cirúrgico, que orienta o médico durante todo o procedimento. Além disso, a equipe aplicou a modelagem em 3D da coluna para planejar cada detalhe da intervenção.
Dessa forma, os profissionais conseguiram reduzir riscos e preservar estruturas neurológicas sensíveis. Como resultado, o procedimento ocorreu com mais segurança e controle.
Avanços clínicos já aparecem no pós-operatório
Logo após a cirurgia, a criança apresentou melhora da sensibilidade nos membros inferiores. Além disso, os médicos identificaram redução do quadro de espasticidade, caracterizado pela rigidez muscular involuntária.
Segundo o chefe do Serviço de Ortopedia Pediátrica do hospital, André Luis Fernandes Andújar, os sinais observados são animadores. No entanto, ele reforça que o processo ainda está em fase inicial.
Mesmo assim, a evolução clínica indica resposta positiva da medula espinhal à descompressão realizada durante a cirurgia.
Procedimento chama atenção de especialistas de outros estados
Por se tratar de uma técnica rara e de alta complexidade, a cirurgia contou com o acompanhamento de médicos de outros estados e também de países vizinhos. Além disso, o caso despertou interesse da comunidade médica especializada.
De acordo com o ortopedista pediátrico Rodrigo Grandini, a tecnologia utilizada trouxe benefícios diretos ao paciente. Segundo ele, o método reduz o tempo cirúrgico, diminui complicações e melhora o pós-operatório. Assim, o procedimento também gera economia para o sistema de saúde.
Doença rara agravou quadro neurológico ao longo dos anos
A criança convive com uma displasia esquelética rara, condição que provoca deformidades severas na coluna vertebral. Com o passar do tempo, a falta de tratamento especializado levou à compressão da medula espinhal em vários níveis.
Como consequência, a paciente perdeu os movimentos dos membros inferiores. Além disso, passou a enfrentar dificuldades respiratórias e alimentares. Somente após a mudança da família para Santa Catarina foi possível iniciar uma investigação completa.
Reabilitação será etapa decisiva
A partir de agora, a criança seguirá em acompanhamento ambulatorial no Hospital Infantil Joana de Gusmão. Paralelamente, realizará sessões regulares de fisioterapia em seu município.
O foco do tratamento será a reabilitação progressiva. Assim, a equipe médica espera que os avanços observados até o momento continuem evoluindo nos próximos meses.


