Jorge Jiménez agride torcedores do Avaí após a partida
A final do Campeonato Catarinense 2025 foi marcada por confusão dentro e fora de campo. Após o empate em 1 a 1, que garantiu o título ao Avaí, torcedores invadiram o gramado da Ressacada para comemorar. No meio da euforia, imagens registraram o volante Jorge Jiménez, da Chapecoense, agredindo pelo menos dois torcedores, um deles de costas.
O jogador, que já havia sido expulso no banco de reservas durante a partida, aparece nos vídeos aplicando uma “voadora” em um torcedor de branco e chutando outro. Ele também se envolveu em um desentendimento com um funcionário que montava o palco da premiação.
Chapecoense emite nota oficial
Diante da repercussão, a Chapecoense divulgou um comunicado oficial. O clube afirmou que não compactua com violência e garantiu que o atleta está arrependido.
“Acerca dos ocorridos após a partida contra o Avaí, a Chapecoense vem a público a fim de afirmar que não compactua com nenhum tipo de violência ou agressão. Ciente dos fatos, o clube prontamente procurou o atleta, que se mostrou arrependido pela conduta. Desde o ocorrido, o mesmo tem refletido sobre suas ações e entende que reações impulsivas não condizem com a responsabilidade que carrega como profissional do futebol. Ele reforçou seu compromisso em aprender com esse episódio e evitar qualquer situação semelhante no futuro.
A Chapecoense lamenta que a partida tenha sido marcada por uma arbitragem claramente tendenciosa, eivada de vícios, que condicionou o resultado prejudicando o clube de forma clara e cristalina mais uma vez. Esta situação causou revolta em todos os profissionais diretamente prejudicados, até mesmo pelas repetições do erros do primeiro jogo com clara influência do VAR de forma absurda no resultado final. Situação essa que havia sido alertada diretamente ao presidente da Federação e o mesmo absolutamente nada fez.
Por fim, o clube também expressa a sua indignação pelo fato de que, mais uma vez, tenham ocorrido invasões deliberadas dos torcedores da equipe adversária, causando confusão e colocando em risco a integridade de atletas, comissão, staff e de todos os demais torcedores.”
A nota também expressou a indignação do clube com a arbitragem da partida, que considerou “tendenciosa” e responsável pelo resultado. Além disso, criticou a invasão dos torcedores do Avaí, destacando que a segurança dos jogadores e funcionários foi colocada em risco.
Avaí repudia atos de violência
O Avaí Futebol Clube também se manifestou sobre os episódios lamentáveis registrados na final do estadual. Em nota, o clube da capital catarinense demonstrou solidariedade aos torcedores agredidos e afirmou estar à disposição das autoridades para investigação dos fatos.
“O Avaí Futebol Clube vem a público manifestar seu profundo repúdio aos eventos lamentáveis ocorridos após a partida final do Campeonato Catarinense, realizada em nosso estádio neste último sábado, dia 22.
Celebramos com entusiasmo a conquista do título, fruto do esforço e dedicação de nossos atletas e do apoio incondicional de nossa torcida ao longo de toda a competição. No entanto, repudiamos veementemente qualquer ato de violência e agressão, seja de qual lado for. O esporte deve ser um ambiente de celebração, união e respeito, e não de conflito.
Expressamos nossa solidariedade aos torcedores que foram vítimas de agressões e nos colocamos à disposição para colaborar com as autoridades na apuração dos fatos para que medidas cabíveis sejam tomadas e evitarmos que tais incidentes se repitam.
Agradecemos a compreensão de todos e reafirmamos nosso compromisso com a paz e a segurança no esporte.”
No entanto, o Avaí não mencionou a invasão de torcedores ao gramado, registrada na súmula do árbitro Gustavo Ervino Bauermann.
Súmula registra agressões e ameaças de morte
Além da confusão entre Jiménez e torcedores, o árbitro da partida relatou na súmula outros episódios preocupantes. Entre eles, ameaças de morte feitas pelo jogador Giovanni Augusto e pelo diretor de futebol da Chapecoense, João Carlos Maringá.
Segundo Bauermann, Giovanni Augusto, que foi expulso ainda durante o jogo, invadiu o campo ao final da partida e dirigiu-se à equipe de arbitragem dizendo:
“Vocês vão morrer.”
O meia ainda teria agredido o quarto árbitro com um tapa.

Já Maringá, conforme descrito na súmula, teria invadido o gramado após o jogo e proferido ameaças à arbitragem, chamando-os de “corruptos” e afirmando que iria “pegar um por um”.

O técnico da Chapecoense, Gilmar Dal Pozzo, também foi citado no documento por ter tentado agredir o árbitro e desferido um tapa violento no quarto árbitro, precisando ser contido pela polícia.

Investigação e possíveis punições
Diante da gravidade dos acontecimentos, espera-se que o Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD-SC) analise os casos e aplique as devidas sanções aos envolvidos.
A Federação Catarinense de Futebol (FCF) ainda não se manifestou sobre as ocorrências registradas na final. A Chapecoense, por sua vez, informou que, por enquanto, o único posicionamento oficial é a nota divulgada sobre Jiménez.
A situação promete desdobramentos nos próximos dias, tanto no âmbito esportivo quanto judicial.


