Na manhã desta sexta-feira (26/09), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), por meio do CyberGAECO, cumpriu um mandado de prisão e um mandado de busca e apreensão em Florianópolis. A ação faz parte da Operação Expurgo III, desdobramento das fases anteriores realizadas em junho e agosto deste ano, voltadas ao combate da produção e armazenamento de material relacionado ao abuso sexual de crianças e adolescentes.
Como a investigação começou
A investigação teve início após uma denúncia registrada na Promotoria de Justiça da Comarca de Modelo/SC. A denúncia relatava o recebimento, via aplicativo de mensagens, de um vídeo de pornografia envolvendo uma adolescente.
A análise técnica conduzida pelo CyberGAECO permitiu identificar o responsável pela disseminação do material em Florianópolis. O investigado já possuía antecedentes pelo mesmo tipo de crime, o que evidenciou reincidência na prática delitiva.
Prisão e apreensões
Durante a operação, os agentes prenderam o suspeito e apreenderam dispositivos eletrônicos. Nos equipamentos, foram encontradas diversas imagens e vídeos com cenas de abuso sexual infantojuvenil, que agora serão analisados pela perícia.
O material apreendido será fundamental para identificar possíveis vítimas e mapear conexões com outros envolvidos.
Combate ao crime digital
O CyberGAECO destacou que a operação reforça o compromisso do Ministério Público de Santa Catarina na proteção da infância e na repressão qualificada à criminalidade digital.
O nome da operação, Expurgo, foi escolhido para simbolizar a “limpeza profunda” e a intolerância das autoridades contra crimes de pornografia infantil.
Relembre operações anteriores
• Expurgo I (junho/2025): combateu o armazenamento de material de abuso sexual infantil.
• Expurgo II (agosto/2025): teve como alvo a produção e o compartilhamento de conteúdo de pornografia infantojuvenil.
Agora, com a Expurgo III, a força-tarefa intensifica sua atuação contra crimes cibernéticos de exploração sexual.
Apoio técnico e força-tarefa
Na execução desta operação, o GAECO contou com apoio da Polícia Científica de Santa Catarina, garantindo a preservação da cadeia de custódia das provas coletadas.
O GAECO é composto pelo Ministério Público de SC, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar.
Já o CyberGAECO atua de forma especializada no enfrentamento a crimes digitais, especialmente os de pornografia infantil.
As investigações seguem sob sigilo, e novas informações poderão ser divulgadas quando houver autorização judicial.


