O fisiculturista e personal trainer Valter Aita, de 41 anos, foi morto a facadas após uma discussão com a esposa, na manhã de domingo (7), em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. O caso chocou a comunidade local e chamou atenção pela violência do ataque e pelo histórico criminal da suspeita.
A manhã do crime
Segundo a Polícia Militar, vizinhos relataram que, por volta das 7h30, ouviram gritos de discussão vindos do apartamento do casal, localizado na Rua Sete de Setembro, região central de Chapecó.
Uma moradora chegou a olhar pelo olho mágico e viu Valter, ensanguentado, tentando fugir do imóvel. Ele estava sem roupas e deixava um rastro de sangue pelas paredes e corredores.
A tentativa de escapar não teve sucesso: Valter foi encontrado caído na escada do prédio, já sem vida. De acordo com a perícia, ele sofreu múltiplos golpes de faca, atingindo abdômen, costas, rosto e pescoço.
Linha do tempo do caso
• 7h30 (domingo, 7/9): vizinhos escutam briga entre o casal;
• Pouco depois: Valter é visto correndo ensanguentado pelo corredor;
• Minutos seguintes: ele cai na escada do prédio e morre no local;
• Após o crime: esposa é encontrada ferida e levada ao hospital;
• Ainda no domingo: polícia confirma prisão em flagrante da suspeita;
• Segunda-feira (8/9): Delegacia de Homicídios inicia oitivas de testemunhas.
Quem era a vítima
Natural de Santa Maria (RS), Valter Aita vivia em Chapecó, onde atuava como personal trainer. Reconhecido no meio esportivo, conquistou títulos em competições regionais e nacionais de fisiculturismo.
Nas redes sociais, compartilhava sua rotina intensa de treinos e dicas de preparação física para mais de 11 mil seguidores, que agora lamentam sua morte prematura.
O perfil da suspeita
A identidade da esposa não foi divulgada oficialmente pela polícia. No entanto, a investigação confirmou que ela já havia sido condenada a 15 anos de prisão por latrocínio no Rio Grande do Sule era considerada foragida da Justiça.
Essa revelação levantou críticas sobre a falta de monitoramento de pessoas condenadas em outros estados e sobre como ela conseguiu manter uma vida em Santa Catarina sem ser localizada.
Estado de saúde e custódia
Durante a briga, a mulher também sofreu ferimentos de faca. Não está claro se foram autoinfligidos ou resultado de defesa da vítima.
Ela foi levada ao hospital de Chapecó e permanece internada sob vigilância da Polícia Penal, em condição estável, aguardando alta médica para ser formalmente interrogada.
O que a polícia apura
O caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil de Chapecó. Segundo o delegado Deonir Moreira Trindade, a suspeita deverá responder por homicídio.
A motivação do crime ainda não está esclarecida. Testemunhas, como vizinhos que ouviram a discussão, já começaram a ser ouvidas. Laudos periciais também devem ajudar a reconstruir a dinâmica da ocorrência.
Possíveis desdobramentos judiciais
Após a conclusão do inquérito, o Ministério Público deve oferecer denúncia contra a suspeita. A tendência é que seja pedida prisão preventiva, já que ela estava foragida e responde por outro crime grave.
O processo pode evoluir para júri popular, uma vez que se trata de homicídio.
Repercussão e impacto social
A morte de Valter causou grande comoção em Chapecó. Amigos, alunos e colegas de academia utilizaram as redes sociais para lamentar a perda, descrevendo-o como dedicado, alegre e motivador.
O caso também trouxe à tona discussões sobre violência doméstica, reincidência criminal e falhas no sistema de monitoramento de foragidos, pontos que devem ser debatidos nos próximos dias.


