Criminosos usam WhatsApp, áudios e ameaças realistas para extorquir lojistas — veja como se proteger
Comerciantes da Grande Florianópolis estão sendo alvo de um novo “golpe da facção criminosa”, uma tática criminosa de extorsão que voltou a circular com força na região. Os golpistas enviam áudios e fazem ligações por WhatsApp ameaçando invadir, furtar ou incendiar estabelecimentos comerciais. Para “evitar o ataque”, exigem que os empresários façam depósitos em contas bancárias fornecidas pelos criminosos.
Segundo o inspetor Ricardo Pastrana, da Guarda Municipal de Florianópolis, só nesta segunda-feira (14), três lojistas relataram esse tipo de ameaça. Até o momento, nenhum dos casos se concretizou como ação criminosa real, reforçando o caráter de golpe.
Ameaças com informações reais
O que torna o golpe ainda mais assustador é a coleta prévia de informações reais sobre os comércios.
Eles passam na frente das lojas, verificam quantas pessoas trabalham no local e pegam dados verdadeiros para usar na abordagem. Isso dá credibilidade à ameaça”
explica Pastrana
Os criminosos citam nomes e apelidos de funcionários, identificam uniformes e até o endereço da loja. Em seguida, dizem estar armados, nas proximidades do local, e afirmam que só vão “poupar o comércio” se receberem um Pix.
Golpe é antigo, mas vive se reinventando
A prática não é nova, mas vem sendo constantemente atualizada.
É um golpe que muda toda semana, mas sempre muito parecido”
destaca Pastrana
A tática emocional, baseada no medo, leva muitas vítimas a cederem por pânico, principalmente quando os criminosos demonstram saber detalhes do cotidiano da empresa.
Veja o vídeo de como o golpe é aplicado :
Como se proteger
Autoridades reforçam a importância de manter a calma e adotar medidas de segurança caso receba esse tipo de ameaça:
• ❌ Não passe informações pessoais ou comerciais por telefone;
• 📵 Desligue a ligação imediatamente;
• 💸 Jamais faça transferências bancárias ou Pix;
• 🔗 Não clique em links suspeitos recebidos via WhatsApp;
• 🚔 Em caso de insegurança, ligue para a Guarda Municipal (153) ou Polícia Militar (190).
Fonte: nd+ e @ricardopastrana


