Um homem de 46 anos foi preso em São José, na Grande Florianópolis, após forjar o próprio sequestro para extorquir a própria família. O caso ocorreu na quarta-feira (14) e veio à tona quando o suspeito procurou a delegacia para registrar um Boletim de Ocorrência (BO). No entanto, durante o relato, ele apresentou contradições que chamaram a atenção dos investigadores.
Enquanto isso, acreditando na versão apresentada, a família transferiu R$ 2 mil para atender às exigências feitas durante o falso sequestro.
Homem inventa sequestro e cita suposta dívida com agiotas
Ao registrar o BO, o homem afirmou que três homens armados o abordaram, o amarraram dentro do próprio carro e o mantiveram em cárcere privado. Além disso, ele alegou que o crime teria ligação com uma suposta dívida com agiotas.
Diante da gravidade da denúncia, a polícia iniciou imediatamente a apuração para verificar os fatos. Ainda assim, desde o início, os investigadores identificaram inconsistências no relato.
Contradições no depoimento levantam suspeitas da Polícia Civil
Após o registro da ocorrência, a Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Repressão a Roubos, chamou o homem para prestar depoimento formal. Durante a oitiva, ele mudou versões, apresentou informações desencontradas e não conseguiu sustentar a narrativa inicial.
Além disso, os investigadores descobriram que o suspeito usou um telefone falso para enviar mensagens e fotos encenadas aos familiares. Dessa forma, ele tentou dar veracidade à farsa e pressionar a família a realizar os depósitos.
Polícia confronta suspeito, que confessa o falso sequestro
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil reuniu provas que desmontaram completamente a história. Assim que os agentes confrontaram o homem com as evidências, ele confessou que o sequestro nunca existiu e que planejou toda a ação sozinho.
Diante da confissão, os policiais efetuaram a prisão em flagrante. O homem responderá pelos crimes de falsidade ideológica e falsa comunicação de crime. Agora, o caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que dará continuidade aos procedimentos legais.


