Superlotação e Falta de Estrutura Marcam a Realidade dos Pacientes
O Hospital Governador Celso Ramos, em Florianópolis, enfrenta reclamações constantes sobre a precariedade no atendimento aos pacientes. Recentemente, após denúncias de superlotação, a unidade abriu um novo espaço para tentar melhorar o fluxo de atendimento. Contudo, relatos de acompanhantes e pacientes indicam que o local improvisado possui sérios problemas de higiene e infraestrutura, expondo fragilidades no sistema de saúde.
Pacientes Aglomerados e Atendimento Desumano
Na semana passada, acompanhantes denunciaram que pacientes com diferentes condições de saúde estavam amontoados nos corredores do hospital, uma situação agravada pela falta de quartos e leitos. Uma mulher, que preferiu não se identificar, compartilhou sua preocupação ao ver o pai, recém-operado, em uma maca no corredor. “Ali passa muita gente com sangue, com ferida, doente. Fiquei com medo do meu pai se contaminar”, relatou, destacando que o ambiente estava lotado e que havia até dez macas no corredor, sem contar os pacientes que ocupavam outros espaços improvisados.
Ação Após Denúncia: Corredores Esvaziados e Limpos
De acordo com os relatos, a situação nos corredores mudou rapidamente após uma denúncia ser levada à imprensa. Em menos de uma hora, o hospital esvaziou e limpou o corredor. “De uma hora para outra eles tiraram todo mundo do corredor, todos. Ficou o corredor coisa mais linda, tudo limpinho, sem ninguém”, relatou uma acompanhante. Essa ação imediata levantou questionamentos entre os pacientes e acompanhantes, que não haviam visto resposta aos apelos feitos anteriormente.
Novo Espaço Improvisado: Condições Insalubres e Falta de Equipamentos
Com a abertura de uma nova área no hospital, problemas persistem. Os acompanhantes relataram condições inadequadas, como estruturas enferrujadas, falta de janelas e ar-condicionado, além de objetos improvisados para exames. Além disso, a presença de insetos e banheiros entupidos reforçaram a percepção de insalubridade. “O cheiro de fossa no corredor da emergência é insuportável”, comentou um dos entrevistados, relatando que o ambiente não oferece condições básicas para os pacientes e acompanhantes.
O Posicionamento do Hospital e da Secretaria de Saúde
Em resposta às denúncias, a direção do hospital afirmou que a nova estrutura com 16 leitos foi aberta para tentar reduzir a superlotação na emergência. O diretor do hospital, Michel Faraco, declarou que, após uma vistoria, não encontrou nada fora dos padrões de higiene e segurança. Ele ressaltou que a medida foi uma tentativa de aliviar o atendimento enquanto pacientes aguardam leitos de internação.
A Secretaria de Estado da Saúde informou que realiza reparos e que a manutenção é feita com o apoio de reeducandos em parceria com a Secretaria da Administração Prisional. Sobre o incidente com a barata, a secretaria afirmou que a gravação foi realizada na garagem, mas a pessoa que registrou o vídeo contesta essa informação, alegando que ocorreu em uma sala próxima aos leitos. O hospital garantiu que as dedetizações estão em dia e que continua tomando providências para melhorar o atendimento.
Em Busca de Soluções e Melhorias
Enquanto as autoridades afirmam estar atuando para solucionar os problemas, pacientes e familiares seguem enfrentando condições precárias. A situação do Hospital Governador Celso Ramos reflete desafios estruturais do sistema de saúde, que se tornam ainda mais críticos em períodos de superlotação. A expectativa dos pacientes e da comunidade é que medidas concretas e duradouras sejam implementadas para garantir um atendimento digno e seguro a todos.
Veja fotos do local feita por pacientes








