Justiça manda prender Jean Silvino após investigação da Receita Federal e Polícia Civil que revelou esquema milionário de sorteios clandestinos
Após quase dois anos de investigações, o influenciador digital Jean Carlos Silvino, conhecido por ostentar carros de luxo e prêmios nas redes sociais, foi preso preventivamente nesta sexta-feira (11), em Palhoça, na Grande Florianópolis. A prisão foi decretada pela Justiça local após denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que apontou a prática de jogo de azar, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Rifas milionárias e bens de luxo
As investigações começaram no final de 2023, quando a Receita Federal alertou a Polícia Civil sobre sorteios irregulares promovidos por Silvino no Instagram. O influenciador fazia rifas com prêmios de alto valor — o que, sem autorização legal, é enquadrado como jogo de azar.
A primeira fase da operação ocorreu em fevereiro de 2024, quando foram cumpridos três mandados de busca e apreensão. Na ocasião, foram bloqueados R$ 400 mil em contas bancárias dos envolvidos e apreendidos diversos bens de luxo:
- Um Range Rover Evoque
- Uma motocicleta CBR-1000RR
- Dois jetskis
- Uma BMW 320i
- Uma VW Amarok






Investigação revelou ocultação de patrimônio
De acordo com o inquérito, concluído em outubro de 2024, o lucro obtido com as rifas era usado para comprar bens de alto valor e fazer movimentações financeiras suspeitas, indicando tentativa de ocultar a origem ilícita do dinheiro.
O MPSC denunciou Silvino e outros investigados por crimes graves, como lavagem de dinheiro, com penas que, somadas, podem ultrapassar 10 anos de prisão.
Influenciador alegou falta de regularização
Na época da primeira operação, em fevereiro de 2025, Silvino chegou a se pronunciar publicamente, negando qualquer fraude.
Não existe fraude nenhuma. A única coisa que aconteceu foi a falta de regularização dos sorteios, e já estávamos providenciando isso”
afirmou na época.
Defesa critica prisão e diz que influenciador colaborou
O advogado Osvaldo Duncke, que representa Jean Silvino, classificou a prisão como “desproporcional” e afirmou que todas as providências jurídicas estão sendo tomadas para reverter a decisão.
Jean sempre colaborou com as autoridades. Não há condenação e o princípio da presunção de inocência deve ser respeitado”
disse o advogado.
Fonte: nd+


