Milhares de peixes mortos no Rio Imaruim preocuparam moradores de Palhoça, na Grande Florianópolis, na tarde desta segunda-feira (23). Moradores registraram imagens da mortandade e acionaram os órgãos ambientais, que iniciaram imediatamente a apuração do caso.
Após a identificação do problema, técnicos da Fundação Cambirela do Meio Ambiente (FCAM) se deslocaram até o local e realizaram uma vistoria técnica. Durante a inspeção, a equipe constatou a presença de milhares de peixes em diferentes estágios de decomposição, o que indica que o episódio pode ter ocorrido de forma gradual ao longo do dia.
Em seguida, a fiscalização comunicou a CIDASC, a Polícia Científica de Santa Catarina e o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA). Os órgãos passaram a acompanhar a ocorrência e atuam de forma integrada para esclarecer as causas da mortandade de milhares de peixes no Rio Imaruim.
De acordo com a avaliação técnica preliminar, a decomposição dos animais não oferece risco imediato à saúde da população. Mesmo assim, o IMA vai coletar amostras da água para análise em laboratório. Com essas análises, os técnicos buscam identificar alterações na qualidade da água, possível presença de contaminantes ou queda nos níveis de oxigênio.
Até o momento, o instituto não recebeu denúncias formais relacionadas ao caso. Por isso, os órgãos ambientais consideram hipóteses como distúrbios ambientais naturais, mudanças bruscas na temperatura da água ou descarte irregular de peixes oriundos da atividade pesqueira.
Enquanto as investigações continuam, os órgãos orientam a população a evitar contato direto com a água do rio. As equipes devem divulgar novas informações sobre os milhares de peixes mortos no Rio Imaruim após a conclusão dos laudos técnicos.


