A Polícia Civil de Santa Catarina indiciou três familiares de adolescentes investigados pela morte do cão Orelha, em Florianópolis, pelo crime de coação de testemunha. A corporação divulgou a informação durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (27).
Segundo o delegado-geral Ulisses Gabriel, a polícia concluiu o inquérito que apurou as tentativas de intimidação. Entre os indiciados estão um advogado e dois empresários, todos parentes de adolescentes suspeitos de agredir o animal.
Investigação sobre os adolescentes continua
Enquanto isso, a Polícia Civil mantém em andamento a investigação sobre os atos infracionais atribuídos aos adolescentes envolvidos no caso. As apurações seguem de forma paralela, porém conectadas aos fatos que levaram à morte do cão Orelha.
De acordo com os investigadores, os adultos tentaram impedir que testemunhas colaborassem com as autoridades. Por isso, a polícia concentrou esforços para identificar possíveis interferências no processo.
Polícia apura tentativa de intimidação de testemunha
Durante diligências realizadas na segunda-feira (26), a Polícia Civil cumpriu três mandados de busca e apreensão em residências ligadas aos investigados. A ação buscava localizar uma arma de fogo que um adulto teria usado para intimidar o porteiro de um condomínio.
Apesar disso, os policiais não encontraram o armamento. Ainda assim, a polícia reuniu provas consideradas suficientes para formalizar o indiciamento por coação de testemunha.
Caso teve repercussão nacional
A morte do cão Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis, causou forte comoção e ganhou repercussão nacional. O episódio mobilizou protestos, manifestações públicas e o apoio de entidades de proteção animal.
O cachorro, conhecido também como Preto, vivia há quase dez anos na região. Moradores, pescadores e comerciantes cuidavam do animal, que se tornou um símbolo da comunidade local.
Cão foi agredido e não resistiu aos ferimentos
Segundo a Polícia Civil, quatro adolescentes agrediram o cão a pauladas. Orelha sofreu ferimentos profundos em várias partes do corpo. Diante da gravidade das lesões, veterinários optaram pela eutanásia no dia 15 de janeiro.
A partir do crime, a polícia passou a investigar tanto os maus-tratos contra o animal quanto possíveis tentativas de obstrução das investigações.
Adolescentes estão fora do país
Conforme informou o delegado Ulisses Gabriel, dois adolescentes suspeitos estão em viagem à Disney, em Orlando, nos Estados Unidos. A previsão indica retorno ao Brasil na próxima semana.
Segundo a Polícia Civil, a viagem já estava programada antes do crime, embora o embarque tenha ocorrido logo após a repercussão do caso. Até o momento, as autoridades não apreenderam os adolescentes.
Governo acompanha o caso
Em vídeo divulgado nas redes sociais no dia 16 de janeiro, o delegado-geral afirmou que o governador Jorginho Mello (PL) cobrou providências imediatas sobre o caso.
Na ocasião, Ulisses Gabriel reforçou que os responsáveis pela agressão ao cão Orelha responderão judicialmente.


