A Polícia Penal de Santa Catarina enfrenta, atualmente, um de seus momentos mais delicados com o desdobramento da Operação Carne Fraca Lages. Rodrigo Barroso, ex-diretor do Presídio Masculino de Lages, foi preso preventivamente nesta quinta-feira (26). Com efeito, a investigação revela que o servidor recebia cortes de carne nobre para conceder benefícios a detentos. Além disso, ele mantinha relações indevidas com familiares de presos, o que fere gravemente a ética funcional do cargo.
Contexto da investigação na Serra Catarinense
Em primeiro lugar, o GAECO e o GEAC conduziram as apurações detalhadas na região. Os grupos monitoraram as atividades na unidade prisional durante o ano de 2025. Nesse sentido, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) escolheu o nome da ação por um motivo literal. O diretor recebia picanha e outras peças valiosas como forma de propina.
Segundo o MPSC, o nome também possui um peso simbólico relevante. A conduta do agente demonstrou uma clara “fragilidade ética”. Consequentemente, o servidor vulnerabilizou sua função pública para atender a interesses privados e obter vantagens materiais ilícitas.
Detalhes importantes da ação policial

De fato, o esquema funcionava como uma troca contínua de favores entre as partes. O detento fornecia carnes nobres e outras regalias ao diretor. Em contrapartida, Rodrigo Barroso liberava benefícios administrativos proibidos por lei. Ademais, os investigadores da Operação Carne Fraca Lages descobriram um vínculo pessoal entre o diretor e a esposa de um apenado.
Durante as diligências, os agentes apreenderam uma peça de carne nobre. Portanto, o material comprova a entrega física da vantagem indevida. Agora, Barroso responde criminalmente por corrupção passiva e violação de sigilo funcional. Ele também enfrenta acusações de advocacia administrativa, visto que usava o cargo para fins particulares.
Destaques e reações sobre o caso em Lages
Certamente, a prisão de Barroso gerou impacto imediato na cúpula do governo estadual. O servidor passou por audiência de custódia e permanece detido. Imediatamente, a Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri) afastou o policial de suas funções.
“A Pasta não tolera desvios de conduta de seus servidores. Por isso, atuamos para garantir a transparência no sistema prisional”, afirmou a Sejuri em nota oficial.
Por outro lado, a defesa de Rodrigo Barroso ainda não comentou o teor das provas apresentadas. Os advogados alegam que aguardam o acesso total aos autos do processo para se manifestarem de forma detalhada.
Conclusão e impacto no sistema prisional
Por fim, o governo estadual instaurou uma Comissão de Intervenção Prisional Administrativa (CIPA) na unidade. Este grupo vai investigar todas as áreas da administração do presídio. O objetivo principal é descobrir se outros agentes participavam do esquema de corrupção.
Em suma, o caso reforça a necessidade de vigilância constante nos presídios catarinenses. O processo segue em sigilo de justiça enquanto as autoridades buscam novas evidências. Assim, este episódio serve como um alerta rigoroso contra a corrupção no serviço público estadual.


