A operação do Gaeco em SC por suspeita de fraude em licitações mobilizou agentes em seis cidades catarinenses na manhã desta sexta-feira (6). A ação integra a segunda fase da Operação Control C e cumpriu 10 mandados de busca e apreensão em diferentes regiões do Estado.
As diligências ocorreram simultaneamente em Araranguá, Criciúma, Florianópolis, Palhoça, Sangão e Tubarão. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), a investigação envolve a contratação de uma empresa de tecnologia que teria atuado com o apoio de uma possível organização criminosa.
Gaeco investiga fraude em licitações e crimes contra a administração pública
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, a 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Jaguaruna conduz a investigação. O inquérito apura a suposta formação de uma organização criminosa voltada à prática de delitos contra a administração pública e fraude em licitações.
Conforme o órgão, a empresa investigada presta serviços de licença de uso de software e conseguiu contratos com diversos municípios catarinenses. No entanto, as autoridades suspeitam que os processos licitatórios tenham sido direcionados.
Segundo o Ministério Público, integrantes da organização elaboravam os Termos de Referência (TR) dos editais. Dessa forma, eles ajustavam os requisitos técnicos para favorecer a empresa nas Provas de Conceito (PoC) e garantir a contratação final.
Empresa investigada teria atuado para barrar concorrentes
Além disso, o Ministério Público identificou indícios de que a empresa também atuava para impedir a participação de concorrentes. Funcionários, conforme a investigação, auxiliavam órgãos públicos na elaboração de decisões administrativas que rejeitavam impugnações apresentadas por outras empresas.
Entretanto, essa função deveria ser exclusiva do ente público. Por isso, a atuação reforça as suspeitas de direcionamento das licitações.
Primeira fase da operação ocorreu em 2025
Na primeira fase da Operação Control C, realizada em julho de 2025, o Gaeco já havia identificado irregularidades na contratação da empresa em Sangão. Na ocasião, os investigadores apontaram o mesmo modus operandi, o que levou ao aprofundamento das apurações.
Durante as buscas desta sexta-feira, os agentes apreenderam documentos e equipamentos eletrônicos. Em seguida, a Polícia Científica analisará o material para emitir laudos periciais.
Posteriormente, o Gaeco examinará os conteúdos apreendidos para dar continuidade às investigações. Assim, o órgão pretende identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração de uma eventual rede criminosa.


