Homem já tinha histórico de crimes sexuais contra crianças e usava desculpa perversa para abusar da própria filha, de 8 anos. Caso ocorreu em Sangão.
Um homem foi preso preventivamente na última sexta-feira (31) em Sangão, no Sul de Santa Catarina, sob a acusação de estuprar a própria filha, que tinha apenas 8 anos na época dos crimes. Os abusos, que aconteciam quando a mãe da criança saía para trabalhar, só vieram à tona três anos depois, após um evento comum na escola da vítima.
A Denúncia que Veio à Tona na Escola
De acordo com a Polícia Civil, a menina, hoje com 11 anos, só conseguiu compartilhar os traumáticos abusos após assistir a uma palestra educativa sobre violência sexual em sua escola. O tema, abordado de forma didática, fez com que a criança se sentisse segura para relatar os crimes sofridos. A partir do depoimento, a polícia foi acionada e deu início às investigações. Atualmente, a vítima e a mãe residem no interior do Rio Grande do Sul.
A Justificativa Cruel do Agressor
Segundo o relato da vítima à polícia, o pai utilizava uma justificativa absurda e cruel para cometer os abusos. Ele alegava que os atos sexuais eram uma forma de fazer a menina “parar de fazer xixi na cama”. Os crimes são enquadrados como estupro de vulnerável e, de acordo com as investigações, ocorriam de forma repetida.
Histórico Criminal Revela Padrão
Os agentes da Polícia Civil de Sangão descobriram que o suspeito não era novidade nas investigações de crimes sexuais. Há mais de dez anos, ele já respondia a outros dois inquéritos policiais por delitos semelhantes contra crianças. O modus operandi era parecido em todos os casos: as vítimas eram sempre meninas menores de 10 anos, de seu convívio (como vizinhas e familiares), e os abusos ocorriam em momentos rápidos, quando os adultos responsáveis se afastavam.
Prisão Preventiva e Mandado Definitivo
A representação pela prisão preventiva do homem foi feita no início de outubro de 2025, sendo decretada pelo Poder Judiciário no dia 31 do mesmo mês. Na mesma data, foi cumprido também um mandado de prisão definitiva, uma vez que o indivíduo já havia sido condenado por outros crimes sexuais e não havia cumprido a pena da forma determinada pela Justiça. O inquérito policial referente ao último crime será concluído dentro do prazo legal.


