Faltando pouco mais de um ano para as eleições estaduais, as articulações em Santa Catarina já ganham força nos bastidores. A principal pergunta que move lideranças partidárias e analistas políticos é: PL e PSD estarão juntos ou irão se enfrentar nas urnas?
Para o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), a resposta já está dada: a união entre os dois partidos é o caminho ideal. Reeleito em 2024 no primeiro turno com votação expressiva, o chefe do Executivo da capital defende que a composição entre PSD e PL fortalece ambos os lados e poderia resultar em uma disputa “água abaixo” — jargão político para definir uma eleição com vitória fácil.
Topázio avalia que o governador Jorginho Mello (PL) chegará em 2026 com entregas relevantes para apresentar à população, e que a atual base aliada do PL — que já inclui Podemos, União Brasil, Progressistas, MDB e Republicanos — cria um cenário favorável para ampliar a coalizão. Segundo ele, uma aliança agora pode garantir que o PSD esteja no comando do estado antes mesmo da eleição de 2030, caso Jorginho deixe o governo para disputar o Senado no último ano de mandato.
Vice dos sonhos
O nome defendido por Topázio para compor a chapa como vice de Jorginho Mello é o do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia (PSD). “Imagina uma chapa Jorginho e Júlio?”, afirmou, ressaltando que Garcia estaria encerrando sua carreira política com um mandato de governador, caso assumisse em 2029.
Nos bastidores, o PSD também mantém em pauta o nome do ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues, atual pré-candidato a governador. Apesar de seguir em pré-campanha, Rodrigues tem dado sinais de aproximação com Jorginho, como no convite feito para que o governador participasse do lançamento da Efapi Chapecó, em julho.
A aproximação entre as lideranças não se restringe aos encontros formais. Em recente evento na Assembleia Legislativa, Júlio Garcia chamou Jorginho Mello de “meu amigo” ao cumprimentá-lo publicamente — um gesto interpretado como mais um aceno à possível aliança.
Se o cenário se confirmar, a eleição de 2026 em Santa Catarina poderá ser marcada por uma frente ampla capitaneada por PL e PSD. Até lá, resta saber se os gestos de cortesia de hoje se transformarão em compromisso eleitoral amanhã.


