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Preá-de-Moleques-do-Sul: animal raro de SC vive isolado e corre risco de extinção

oanalistaonline
Última atualização: 2026/02/09 at 12:46 PM
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3 Minutos de leitura
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O preá-de-Moleques-do-Sul é um dos mamíferos mais raros do planeta e vive exclusivamente em Santa Catarina. A espécie, conhecida cientificamente como Cavia intermedia, habita apenas uma pequena ilha do Arquipélago de Moleques do Sul, localizado a cerca de 8 quilômetros da costa sul de Florianópolis.

Índice
Espécie vive apenas em uma pequena ilhaIsolamento humano garante a sobrevivênciaPlano estadual reforça a proteção da espécie

Atualmente, a população é extremamente reduzida. Segundo o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA-SC), existem cerca de 40 a 60 indivíduos, número que varia conforme as condições do habitat. Por isso, especialistas classificam o animal como criticamente ameaçado de extinção nos níveis global, nacional e estadual.

Além disso, o preá é um roedor herbívoro, aparentado à capivara e ao porquinho-da-índia. Em média, ele vive entre dois e quatro anos.


Espécie vive apenas em uma pequena ilha

O preá-de-Moleques-do-Sul possui a menor distribuição geográfica entre os mamíferos do mundo. A ilha onde ele vive tem pouco mais de 10 hectares. No entanto, os animais ocupam apenas cerca de 4 hectares da área total.

Esse cenário surgiu há cerca de 8 mil anos, quando o nível do mar subiu no fim da última Era Glacial. Com isso, o arquipélago se separou do continente. Como resultado, uma população de preás ficou isolada. Ao longo de milhares de anos, o grupo evoluiu de forma independente e originou uma nova espécie.

Pesquisadores confirmaram a presença do animal apenas na década de 1980, após encontrarem uma ossada durante estudos ambientais. Anos depois, em 1999, cientistas descreveram oficialmente a espécie.


Isolamento humano garante a sobrevivência

O Arquipélago de Moleques do Sul integra o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, a maior unidade de conservação de Santa Catarina. Por esse motivo, o local possui classificação de zona intangível, que proíbe a presença de visitantes.

Somente pesquisadores autorizados e órgãos ambientais podem desembarcar na ilha. Essa medida existe porque a presença humana pode trazer doenças, parasitas, plantas invasoras ou até incêndios. Consequentemente, qualquer interferência pode levar o animal à extinção, já que ele não vive em nenhum outro lugar do mundo.


Plano estadual reforça a proteção da espécie

Para fortalecer a preservação, o Instituto Tabuleiro criou o Plano de Ação Estadual para a Conservação do Preá-de-Moleques-do-Sul em 2018, em parceria com o IMA-SC e com apoio da Fundação Grupo Boticário.

Além disso, o IMA, a Polícia Militar Ambiental e a Marinha do Brasil atuam na fiscalização da área. Dessa forma, as equipes garantem o isolamento da ilha e protegem o habitat natural da espécie.

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