
Uma operação integrada das autoridades apreendeu mais de 45 mil produtos piratas em Santa Catarina, avaliados em cerca de R$ 2,3 milhões. A ação ocorreu na última semana em municípios da Grande Florianópolis e do Norte do estado, com foco em lojas do tipo outlet e no transporte irregular de mercadorias falsificadas.
Para isso, equipes da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), do Procon-SC e da Receita Estadual atuaram de forma simultânea. Dessa forma, os órgãos conseguiram atingir diferentes pontos da cadeia de distribuição dos produtos piratas em Santa Catarina.
Produtos piratas em Santa Catarina simulavam marcas famosas
Entre os itens apreendidos estavam calçados, roupas, bonés e acessórios, além de relógios e perfumes. Esses produtos imitavam marcas internacionais conhecidas, como Nike, Adidas, Emporio Armani, Lacoste e Tommy Hilfiger.
As apreensões ocorreram na quinta-feira (29), em Biguaçu, e na quarta-feira (28), em duas lojas de Jaraguá do Sul. Além disso, os policiais recolheram documentos e aparelhos eletrônicos, que agora devem auxiliar no avanço das investigações.
Caminhões com produtos piratas em Santa Catarina foram interceptados
Enquanto isso, ainda no dia 29, as forças de segurança interceptaram dois caminhões carregados com produtos piratas, ambos ligados à mesma organização criminosa. As abordagens aconteceram em Jaraguá do Sul e São José.
Com essa etapa da operação, as autoridades ampliaram o alcance da apuração. Assim, ficou evidente que o grupo mantinha uma estrutura organizada para o transporte e a distribuição dos produtos ilegais em diferentes regiões do estado.
Investigação mira outlets ligados a produtos piratas em SC
A Delegacia de Investigação de Crimes Ambientais e contra as Relações de Consumo (DCAC-DEIC) acompanha, de forma contínua, a atuação de redes de lojas do tipo outlet suspeitas de vender produtos piratas em Santa Catarina.
Em dezembro, por exemplo, um outlet localizado em São José foi fechado duas vezes em menos de dez dias. Na ocasião, as equipes apreenderam mais de 15 mil itens falsificados.
Por fim, a apuração permitiu identificar a cadeia de distribuição e o funcionamento do grupo, que possui ramificações em diversos municípios catarinenses. Os investigados devem responder por crimes contra a propriedade imaterial, contra as relações de consumo, contra a ordem tributária e também por associação criminosa.


