O salário mínimo SC 2026 terá reajuste de 6,49% e vai ultrapassar R$ 2 mil em duas das quatro faixas do piso regional. Representantes de empregadores e trabalhadores definiram o percentual em consenso. Agora, o governo estadual prepara o envio do projeto à Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).
Com isso, o novo piso reforça o modelo catarinense de negociação direta entre capital e trabalho.
Quanto será o novo piso regional em 2026?
O reajuste de 6,49% atualiza as quatro faixas salariais. Veja a comparação:
| Faixa | Valor anterior | Novo valor |
|---|---|---|
| 1ª faixa | R$ 1.730,00 | R$ 1.842,00 |
| 2ª faixa | R$ 1.792,00 | R$ 1.908,00 |
| 3ª faixa | R$ 1.898,00 | R$ 2.022,00 |
| 4ª faixa | R$ 1.978,00 | R$ 2.106,00 |
Dessa forma, duas faixas superam o patamar de R$ 2 mil.
Quem tem direito ao piso regional?
O mínimo estadual se aplica aos trabalhadores que não possuem valor definido em lei federal, convenção ou acordo coletivo.
A primeira faixa contempla agricultura, pecuária, pesca, empregados domésticos e construção civil.
Já a segunda reúne profissionais da indústria têxtil, vestuário, papel, mobiliário e comunicação.
A terceira inclui comércio em geral e indústrias químicas e alimentícias.
Por fim, a quarta abrange metalurgia, seguros, processamento de dados, serviços de saúde e motoristas.
Como funciona o sistema em Santa Catarina?
Santa Catarina instituiu o piso por meio da Lei Complementar 459, em 2009. Desde então, representantes patronais e sindicais negociam os valores anualmente.
Além disso, o governo utiliza o percentual acordado como base para o projeto de lei que segue à Alesc.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Gilberto Seleme, afirmou que o consenso fortalece o ambiente econômico. Já o coordenador do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-SC), Ivo Castanheira, destacou que o acordo amplia a distribuição de renda.
Quando os novos valores entram em vigor?
Após a negociação, o governo encaminhará o projeto ao Legislativo. Assim que os deputados aprovarem e o Executivo sancionar a lei, o reajuste passa a valer oficialmente.
Com isso, o piso regional catarinense mantém valores acima do salário mínimo nacional e reforça a política estadual de valorização da renda.


