Após pressão da Alesc, Estado promete reforço com sensores de movimento, botões de pânico e videomonitoramento
O Governo de Santa Catarina anunciou, nesta segunda-feira (14), a instalação de cerca de 10 mil câmeras de segurança nas unidades escolares da rede estadual. A medida atende às cobranças feitas por deputados estaduais durante a sessão da Alesc (Assembleia Legislativa de SC) da última quarta-feira (9), que exigiram o cumprimento da Lei 18.643/2023 — legislação que prevê a instalação obrigatória de sistemas de videomonitoramento em escolas públicas.
Pressão da Alesc acelerou ação do governo
A discussão sobre a segurança escolar ganhou força após o deputado Mario Motta cobrar explicações da Secretaria de Estado da Educação (SED) sobre a revogação dos contratos anteriores de videomonitoramento, e a falta de alternativas por parte do Executivo estadual. A cobrança impulsionou a retomada da pauta, que estava sendo negligenciada, segundo os parlamentares.
Tecnologia contra ameaças
Além das câmeras, a nova iniciativa do governo prevê a instalação de sensores de movimento e botões de pânico nas 1.038 unidades escolares contempladas. Segundo o governador Jorginho Mello, “serão mais de 10 mil câmeras contratadas em pregão”, e o objetivo é garantir um ambiente mais seguro para alunos, professores e funcionários.
As câmeras devem ser integradas a um sistema que detecta movimentações suspeitas e alertas de possíveis agressores. Em caso de emergência, os botões de pânico permitirão comunicação direta com as forças de segurança.
Programa Escola Mais Segura segue ativo
O reforço no monitoramento eletrônico se soma às ações do Programa Escola Mais Segura, fundado em 2023. Desde então, escolas catarinenses têm recebido apoio constante de policiais militares da Rede de Segurança Escolar, com presença interna e externa nas unidades.
Dentro do programa, foram desenvolvidos dois protocolos de ação rápida: o Protocolo FEL (Fugir, Esconder, Lutar), da PM, e o Protocolo Presente, da Polícia Civil, baseado em experiências internacionais nos EUA e Israel.


