Alternativa do governo federal mira menor impacto financeiro e execução mais rápida
Uma nova proposta está ganhando força para destravar o antigo gargalo da BR-101 no Morro dos Cavalos, em Palhoça, na Grande Florianópolis. A ideia, discutida entre o Ministério dos Transportes e o Fórum Parlamentar Catarinense, sugere a construção de apenas um túnel, com aproveitamento da pista atual para o tráfego em mão única.
A proposta visa reduzir custos, acelerar as obras e minimizar o impacto nas tarifas de pedágio, facilitando a viabilidade econômica do projeto.
Proposta parte do Ministério dos Transportes
Segundo o deputado federal Pedro Uczai (PT), presidente do Fórum Parlamentar Catarinense, a sugestão partiu diretamente do Ministério dos Transportes, que solicitou à concessionária Arteris a atualização dos estudos técnicos sobre os túneis.
“Hoje o Morro dos Cavalos tem duas direções. Com o projeto, ficaria com mão única, e o novo túnel teria quatro pistas, sentido Norte–Sul. No sentido contrário, manteríamos o tráfego nas pistas atuais da BR-101”
explicou o parlamentar.
Otimização do contrato será analisada pelo TCU
A proposta surge no momento em que o governo federal analisa a otimização do contrato de concessão da BR-101, que será avaliada por uma comissão técnica do TCU (Tribunal de Contas da União). O grupo terá até 120 dias para concluir o relatório sobre a viabilidade técnica e econômica.
O objetivo é priorizar obras essenciais em Santa Catarina, como em Joinville, Blumenau, Itajaí e Balneário Camboriú, com o Morro dos Cavalos liderando a lista.
Próximos passos: nova concessão e investimentos bilionários
A renovação ou substituição da atual concessionária, a Arteris, será definida após análise técnica e possível leilão na B3 (Bolsa de Valores de São Paulo). O contrato futuro poderá ter validade de 15 anos, com investimentos estimados em R$ 10 bilhões em três anos, abrangendo a BR-101 e BR-116.
“Esse projeto é fundamental para a economia de Santa Catarina. Quem anda de Florianópolis a Joinville sabe a encrenca que é. Precisamos fazer essa otimização”
reforçou Uczai.


