Uma estrada esquecida: 342 acidentes em menos de 4 km
O trecho da BR-282 em Palhoça, entre a BR-101 e o trevo do Contorno Viário, virou sinônimo de tragédia. Em menos de três anos, foram 342 acidentes, 392 feridos e 10 mortes, segundo a PRF. Tudo isso em um trecho de menos de quatro quilômetros.
“Aquilo não é uma rodovia, é um caos urbano”
diz PRF.
O inspetor Adriano Fiamoncini, da PRF, foi direto:
“Ali não tem características de rodovia, mas sim de avenida.”
Segundo ele, o local sofre com acessos precários, falta de sinalização, presença de pedestres e ciclistas, e cruzamentos em que “todo mundo entra e sai a hora que quer”.
Projeto de duplicação existe, mas está parado
Lideranças políticas e empresariais de Palhoça afirmam que há um projeto de duplicação, custeado por empresários da região. O problema? Está parado nas mãos do DNIT, que ainda não apresentou qualquer avanço concreto, mesmo após mudanças na chefia estadual do órgão.
Câmara de Vereadores volta a cobrar soluções
O tema voltou à pauta na Câmara de Vereadores de Palhoça. Mas, apesar das discussões, não há previsão de obras ou ações emergenciais. A população segue refém da insegurança.
Sinalização, iluminação e fiscalização: o mínimo a ser feito
Especialistas apontam que, enquanto a duplicação não sai do papel, o mínimo seria investir em sinalização, iluminação e maior presença da fiscalização no trecho. Medidas paliativas que poderiam salvar vidas.
Um retrato do abandono
Em uma área totalmente urbanizada, com trânsito intenso de veículos e pedestres, o abandono da infraestrutura virou um risco real à vida. A BR-282, em Palhoça, se tornou o “trecho da morte” — e ainda não há luz no fim do túnel.





