Exportadores catarinenses na linha de fogo com tarifa de Trump e políticos trocam acusações
A taxação de 50% sobre produtos brasileiros anunciada por Donald Trump causou uma reação imediata entre parlamentares e lideranças de Santa Catarina. Considerada um golpe direto em setores como madeira, metal-mecânico, motores elétricos e agroindústria, a medida pode gerar forte impacto na economia do Estado, que tem os EUA como um dos principais destinos de exportação.
O episódio, no entanto, também se tornou combustível para a polarização política: de um lado, opositores do governo Lula responsabilizam a política externa da atual gestão pelo aumento das tarifas. Do outro, aliados do presidente apontam motivações políticas por trás da medida e pedem firmeza diplomática.
⚙️ Exportações de SC na mira: WEG, Tupy e setor madeireiro são os mais afetados
Santa Catarina é um dos estados mais atingidos com a taxação. Empresas como a WEG, que exporta 9% de sua produção para os EUA, e a Tupy, com 14%, têm participação significativa no mercado norte-americano. O setor de madeira, motores elétricos e metal-mecânico também estão entre os mais prejudicados, segundo analistas.
“O impacto pode ser brutal, mas ainda há espaço para negociação”, avalia o secretário estadual de Indústria e Comércio, Silvio Dreveck.
🗣️ O que disseram os senadores catarinenses
Jorge Seif (PL):
Criticou duramente o governo Lula, chamando a diplomacia atual de “desastrosa”. Para ele, a taxação é fruto da “lacração, ideologia e abraços em ditadores”.
Esperidião Amin (PP):
Anunciou que pretende promover uma audiência pública no Senado com representantes do governo federal para buscar diálogo e tentar reverter a medida.
🧨 Deputados federais acirram o embate
Carol De Toni (PL):
Chamou a resposta do governo brasileiro de “vergonhosa” e acusou Lula de causar uma crise diplomática por “ódio doentio à direita”.
Daniel Freitas (PL):
Afirmou que a medida é reflexo das ações do Judiciário e da política externa do PT, dizendo que “quem paga a conta é o povo”.
Ana Paula Lima (PT):
Saiu em defesa do governo, destacando que o Brasil “vai enfrentar de pé” a ofensiva de Trump com “soberania e diálogo”.
Pedro Uczai (PT):
Apontou a taxação como manobra política de Trump para tentar interferir no Brasil e salvar Bolsonaro da Justiça.
Gilson Marques (Novo):
Pediu que Santa Catarina seja excluída das tarifas, e afirmou que “essa conta é do Lula”, já que o estado rejeita o PT.
Ricardo Guidi (PL), Daniela Reinehr (PL), Zé Trovão (PL) e Fábio Schiochet (União Brasil) também responsabilizaram Lula, criticando o que chamam de “prioridade à ideologia em detrimento da economia”.
💼 Visões técnicas apontam riscos reais e possível recuo
O especialista em comércio internacional Henry Quaresma avalia que a decisão tem fundo econômico: “É uma forma de pressionar os países dos BRICS e defender o dólar como moeda dominante.” Para ele, há chances de acordo até 1º de agosto.
Dreveck, por sua vez, espera que o impacto seja suavizado com negociação: “Santa Catarina é um estado exportador. Não podemos aceitar que pague o preço de um jogo político.”
🤐 Silêncio de outros parlamentares chama atenção
Deputados como Geovania de Sá (PSDB), Ismael dos Santos (PSD), Coronel Armando (PL), Vampiro (MDB), Cobalchini (MDB) e a senadora Ivete Appel (MDB) não se manifestaram publicamente até o momento.
📌 Resumo: quem culpa quem?
| Lado Político | Culpa de quem? | Propostas |
| Oposição (PL, União, Novo) | Lula e diplomacia atual | Mudança na política externa |
| Situação (PT) | Trump e motivação política | Diálogo com soberania |
| Técnicos/Secretaria | Impacto real e possibilidade de negociação até agosto | Ações diplomáticas urgentes |
🌎 E agora?
A expectativa é de intensa movimentação diplomática nos próximos dias, com possibilidade de negociação antes que as tarifas entrem em vigor. Enquanto isso, a pressão sobre o governo federal e os impactos sobre as empresas catarinenses aumentam.


