O Governo Federal anunciou nesta quarta-feira (28) a construção de dois túneis no trecho do Morro do Cavalo, na BR-101, em Santa Catarina. A obra pretende destravar um dos maiores gargalos logísticos da rodovia, que concentra congestionamentos frequentes e riscos constantes aos motoristas.
Durante um ato político, o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), confirmou que o projeto prevê um túnel em cada sentido da via, o que deve ampliar a capacidade de tráfego e aumentar a segurança no local.
Governo vai atualizar projeto e trocar concessionária
O Ministério dos Transportes informou que o governo vai atualizar o projeto elaborado pelo DNIT em 2015, adaptando-o às exigências técnicas e ambientais atuais. Em seguida, a nova concessionária ficará responsável pela execução da obra.
Atualmente, a Arteris administra o trecho da BR-101. No entanto, o contrato passará para a Motiva, antigo grupo CCR, que já atua no Sul de Santa Catarina. Segundo Renan Filho, as empresas negociaram a troca de forma consensual, sem impasses.
Investimento pode chegar a R$ 3 bilhões
O Governo Federal estima um investimento entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões para viabilizar a construção dos túneis no Morro do Cavalo. Conforme o cronograma apresentado, os trabalhos devem começar ainda em 2026.
Caso o prazo seja cumprido, o governo projeta a conclusão da obra até 2029. O trecho é considerado estratégico, pois cruza uma área de relevo acidentado e de preservação ambiental, o que historicamente dificulta intervenções.
Ausência do governador chama atenção
Apesar da importância da obra para Santa Catarina, o governador Jorginho Mello (PL) não participou do anúncio. A ausência chamou atenção, principalmente porque o Governo do Estado costuma criticar a demora em soluções definitivas para o Morro do Cavalo.
Mesmo assim, o Ministério dos Transportes afirmou que manterá diálogo com autoridades estaduais durante todas as etapas do projeto.
Ano eleitoral exige acompanhamento da sociedade
Embora o anúncio represente um avanço, o momento exige cautela. 2026 é ano eleitoral, o que reforça a necessidade de acompanhamento rigoroso por parte da sociedade.
A etapa inicial — que envolve a atualização do projeto técnico — será decisiva para confirmar se o cronograma sairá do papel. Por isso, eleitores e entidades precisam fiscalizar o andamento das ações.


