A agroindústria de Santa Catarina monitora com atenção o agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Atualmente, o estado lidera a exportação nacional de suínos e aves. Entretanto, a instabilidade geopolítica ameaça diretamente as planilhas de custos dos produtores catarinenses. Dessa forma, o setor busca estratégias para manter a competitividade global.
Pressão nos custos de produção e logística
Primeiramente, o preço do petróleo costuma disparar em cenários de guerra. Consequentemente, o valor do óleo diesel sobe nos postos brasileiros. Esse aumento encarece o transporte de grãos do Centro-Oeste até as agroindústrias do Oeste Catarinense. Além disso, a volatilidade do dólar encarece fertilizantes e defensivos importados.
Todavia, o maior desafio reside no preço do milho. Santa Catarina importa grande volume de cereais para alimentar seu plantel. Por isso, qualquer oscilação internacional eleva o custo da saca. De fato, o produtor local precisa de margens seguras para sobreviver.
Incertezas nas rotas marítimas internacionais
Ademais, na agroindústria de Santa Catarina e a segurança das rotas comerciais preocupa os exportadores de carne. Ataques a navios em canais estratégicos forçam mudanças de trajetos. Por causa disso, o tempo de viagem aumenta consideravelmente. Logo, o valor do frete internacional atinge patamares elevados.
Nesse contexto, os portos de Itajaí e Navegantes sentem os reflexos do gargalo logístico. Com efeito, o seguro das cargas em áreas de conflito fica mais caro. Assim, o produto brasileiro perde competitividade frente a concorrentes mais próximos dos mercados consumidores.
Reações do mercado e exportação Halal

Por outro lado, o mercado Halal é vital para Santa Catarina. O Oriente Médio compra uma fatia enorme das nossas aves. No entanto, a guerra dificulta o fluxo desses negócios bilionários. Segundo especialistas, a excelência sanitária catarinense ainda é nossa maior proteção comercial.
Portanto, o cenário exige cautela e gestão de risco eficiente. A agroindústria catarinense já provou sua força em crises anteriores. Certamente, o setor encontrará saídas para superar mais este obstáculo global.


