A Região Sul do Brasil enfrentará um período de severa instabilidade meteorológica a partir da segunda quinzena deste mês. De acordo com o meteorologista Piter Scheuer, modelos computacionais indicam o avanço de uma chuva forte que trará grandes volumes acumulados em um curto espaço de tempo. Atualmente, os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná vivem uma breve trégua com frio intenso, mas o cenário mudará drasticamente nos próximos dias.
O impacto do El Niño no clima sulista
A calmaria atual terminará rapidamente devido à influência continuada do fenômeno El Niño. Portanto, as autoridades alertam para a necessidade imediata de prevenção, pois o solo da região já se encontra saturado pelos eventos climáticos recentes. Ademais, a atmosfera responderá nos próximos dias a sistemas de baixa pressão acoplados ao transporte de ar quente e úmido vindo diretamente da Amazônia.

Volumes acumulados podem passar de 300 mm
A precipitação começará a ganhar intensidade na sexta-feira (10), mas os picos de instabilidade ocorrerão entre os dias 15, 16 e 18 do mês. Com efeito, os meteorologistas preveem acumulados que iniciam em 50 milímetros, progridem para 150 mm e, em casos graves, ultrapassam a expressiva marca de 300 milímetros. Esse cenário de chuva forte preocupa especialmente os moradores do Oeste da Região Sul, além de áreas da Serra e do Sudoeste do Paraná.
Riscos de enchentes com o solo encharcado
O especialista ressalta que o acúmulo frequente de água eleva exponencialmente os riscos de enchentes, alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra. Assim, as defesas civis recomendam o monitoramento constante das áreas de encosta e das calhas dos rios. Afinal, a persistência da chuva forte projetada para o final deste trimestre exige ações rápidas de mitigação por parte dos municípios atingidos.


