O empresário Daniel Vorcaro foi preso preventivamente nesta quarta-feira (4) durante uma nova fase da investigação conduzida pela Polícia Federal. A operação investiga suspeitas de crimes financeiros envolvendo o mercado bancário e movimentações bilionárias.
Além da prisão, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio de até R$ 22 bilhões em bens ligados aos investigados. A decisão representa uma das maiores medidas patrimoniais já adotadas em investigações desse tipo.
Investigação aponta fraude e lavagem de dinheiro
Segundo a Polícia Federal, os investigadores apuram suspeitas de fraude no mercado financeiro, lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa e invasão de sistemas. Além disso, as autoridades analisam movimentações financeiras e possíveis irregularidades em operações empresariais.
Daniel Vorcaro controla o Banco Master, instituição que enfrentou uma forte crise financeira nos últimos anos. Como consequência, o banco entrou em processo de liquidação extrajudicial, o que ampliou o escrutínio das autoridades sobre suas operações.
Enquanto a investigação avança, a Polícia Federal também busca identificar outros possíveis envolvidos no esquema. Dessa forma, os investigadores pretendem esclarecer como as operações financeiras ocorreram e quem participou delas.
Nova prisão ocorre após avanço das investigações
Daniel Vorcaro já havia sido preso em 2025 no contexto da mesma investigação. No entanto, naquele momento, a Justiça autorizou sua liberação mediante medidas cautelares.
Agora, com o avanço das apurações e a identificação de novos elementos, a Polícia Federal solicitou novamente a prisão preventiva. Em seguida, o Supremo Tribunal Federal analisou o pedido e autorizou a medida.
Assim, os investigadores esperam garantir a continuidade das apurações e evitar possíveis interferências no processo investigativo.
Defesa contesta acusações
A defesa de Daniel Vorcaro nega qualquer irregularidade nas operações investigadas. Além disso, os advogados afirmam que irão contestar as acusações apresentadas no inquérito.
Enquanto isso, as autoridades seguem analisando documentos, movimentações financeiras e possíveis conexões entre os investigados. Portanto, novas fases da investigação ainda podem ocorrer.


