A Polícia Civil deflagrou uma operação para desarticular um suposto esquema de emissão de laudos fraudulentos no sistema prisional. Durante a investigação em SC, os agentes identificaram que um médico cobrava valores exorbitantes para facilitar a saída de detentos por meio de justificativas de saúde. Consequentemente, o Poder Judiciário determinou o afastamento cautelar do profissional e o cumprimento de mandados de busca e apreensão para coletar provas documentais e digitais.
Detalhes dos valores e consultas
Dessa forma, o inquérito aponta que o suspeito cobrava até R$ 4 mil por cada consulta realizada com o intuito de fundamentar pedidos de liberdade ou prisão domiciliar. Entretanto, a Polícia Civil ressalta que muitos desses atendimentos sequer apresentavam embasamento clínico real para as patologias alegadas. Além disso, os investigadores analisaram registros financeiros que demonstram uma movimentação incompatível com os serviços médicos convencionais prestados na região.
Medidas judiciais e próximos passos
Ademais, a operação busca identificar se outros profissionais ou intermediários participavam da facilitação desses documentos. Todavia, a defesa do médico ainda não se manifestou oficialmente sobre o teor das acusações, enquanto o Conselho Regional de Medicina acompanha o desdobramento administrativo do caso. Por outro lado, a Justiça já analisa a revisão dos benefícios concedidos com base nos laudos agora sob suspeita, visando garantir a integridade do sistema de execução penal.
Em suma, a investigação em SC reforça a vigilância sobre os procedimentos técnicos que influenciam as decisões judiciais. A transparência nos laudos médicos é fundamental para a credibilidade das instituições. Agora, a perícia nos dispositivos apreendidos deve revelar a extensão real do alcance desse esquema e possíveis novas conexões.


