Polícia Civil cumpriu 18 mandados de busca e apreensão em seis cidades catarinenses; investigação apura possíveis irregularidades em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro.
A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, nesta quinta-feira (15), a Operação Mídia Fria. A ação investiga possíveis irregularidades em licitações para a contratação de serviços de publicidade por municípios catarinenses.
Ao todo, os policiais cumpriram 18 mandados de busca e apreensão em seis cidades: Joinville, Florianópolis, Blumenau, São Francisco do Sul, Imbituba e Urubici.
A 3ª Delegacia de Combate à Corrupção (Decor) conduz a investigação. Durante a operação, os agentes buscaram documentos, equipamentos e outros materiais que possam ajudar a esclarecer as suspeitas.
Operação apura possíveis irregularidades em licitações
A investigação apura possíveis crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Além disso, os policiais procuram esclarecer se pessoas ligadas a um grupo empresarial interferiram em comissões responsáveis pela avaliação técnica de licitações de publicidade.
Os investigadores também apuram uma possível participação de agentes públicos e o eventual recebimento de vantagens indevidas. Dessa forma, a operação busca identificar se houve favorecimento de empresas ou outras irregularidades nos processos de contratação.
Polícia Civil analisa materiais apreendidos
Durante as diligências, os policiais recolheram materiais que poderão contribuir para o avanço da investigação. Agora, a equipe responsável analisará os documentos e equipamentos para identificar possíveis evidências dos crimes investigados.
Além da análise do material, novas diligências poderão ajudar a esclarecer como ocorreram os procedimentos licitatórios e se alguém interferiu na concorrência entre as empresas participantes.
Investigação segue sob sigilo
A Polícia Civil mantém a investigação sob sigilo. Por isso, novas informações poderão surgir conforme os investigadores avancem na análise das provas e realizem outras diligências.
Até o momento, as autoridades apuram suspeitas, e não há, nas informações divulgadas, confirmação definitiva dos crimes investigados. Portanto, o cumprimento dos mandados não comprova, por si só, a responsabilidade criminal dos envolvidos.

