A polícia prendeu a influenciadora Deolane Bezerra nesta quinta-feira (21). Ela é alvo da Operação Vérnix, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro. O Ministério Público de São Paulo conduz o inquérito e aponta vínculos com uma organização criminosa.
A origem da Operação Vérnix
As investigações começaram em 2019. Na época, agentes apreenderam documentos dentro de presídios. Esses papéis revelaram como a facção movimenta seus recursos. O grupo usava uma transportadora de cargas como fachada. Assim, eles dissimulavam valores bilionários. A empresa facilitava o fluxo financeiro do grupo criminoso.
Movimentações financeiras sob suspeita
Os investigadores detectaram movimentações financeiras incompatíveis com as atividades de Deolane. A advogada recebeu diversos depósitos fracionados. Essa técnica evita alertas automáticos do COAF. O inquérito traz pontos importantes:
- A influenciadora recebeu repasses milionários sem prestar serviços.
- Suas empresas serviram como destino de recursos da transportadora investigada.
- A Justiça bloqueou bens e contas da advogada.
Essa medida visa garantir a reparação de danos aos cofres públicos.
Prisões e retorno ao Brasil
A operação também mira a cúpula da facção. Além de Deolane, outros membros da rede foram presos. Vale ressaltar que a influenciadora estava em Roma recentemente. Ela retornou ao Brasil na quarta-feira (20). Poucas horas antes da prisão, ela anunciou nas redes sociais que retomaria sua rotina de postagens. Todavia, a polícia cumpriu o mandado em sua residência em Barueri.
Histórico de embates com a Justiça
Esta não é a primeira vez que a advogada enfrenta problemas legais. Em 2024, a Operação Integration também a investigou por lavagem de dinheiro e jogos ilegais. Naquele período, Deolane passou 20 dias em cárcere. Ela cumpriu prisão preventiva e depois regime domiciliar. Agora, o novo mandado sugere que as autoridades possuem evidências robustas contra ela. Portanto, o Judiciário negou a liberdade provisória neste momento. A defesa ainda prepara a estratégia jurídica para responder às novas acusações.
Esta reportagem está em atualização constante.


