Criminosos utilizam a tecnologia de inteligência artificial para simular a voz fake de Drauzio Varella e enganar consumidores em Santa Catarina. Consequentemente, o Procon estadual e órgãos de segurança pública emitiram alertas urgentes nesta semana sobre a venda de medicamentos ilegais e suplementos sem registro. O esquema utiliza vídeos manipulados (deepfakes) onde o médico mais famoso do Brasil parece recomendar curas milagrosas, induzindo vítimas ao erro e ao prejuízo financeiro.
O crescimento do cibercrime em Santa Catarina
Historicamente, golpes envolvendo a imagem de celebridades não são novidade no ambiente digital. Entretanto, o uso de ferramentas de clonagem de voz elevou o nível de sofisticação dessas fraudes, tornando-as quase imperceptíveis para usuários leigos. Além disso, os golpistas segmentam os anúncios para o público catarinense, utilizando nomes de farmácias locais para gerar uma falsa sensação de segurança. Dessa forma, a tecnologia que deveria auxiliar a medicina está sendo subvertida para fins ilícitos.
Como identificar o golpe e os riscos à saúde
A Polícia Civil destaca que nenhum profissional de saúde ético utiliza redes sociais para vender produtos específicos com promessas de “cura rápida”. Todavia, o perigo vai além do bolso: os medicamentos vendidos através da voz fake de Drauzio Varella não possuem certificação da Anvisa. Consequentemente, o consumo dessas substâncias pode causar efeitos colaterais severos e interações medicamentosas perigosas, uma vez que a composição real dos frascos é desconhecida e sem controle de qualidade.
Reações das autoridades e medidas de proteção
Para o especialista em segurança digital, Roberto Sales, “a educação digital é a única barreira eficaz enquanto a legislação sobre IA ainda caminha no Congresso”. Por outro lado, a assessoria de Drauzio Varella reforçou que o médico não faz anúncios de remédios e que todas as medidas judiciais estão sendo tomadas. Em Santa Catarina, as autoridades recomendam que o cidadão desconfie de preços muito abaixo do mercado e verifique sempre o selo oficial das plataformas de venda.
A luta contra a desinformação digital exige atenção redobrada. Ao encontrar anúncios suspeitos, denuncie o perfil e nunca forneça dados bancários em sites desconhecidos.


