Funcionário da Prefeitura de Araquari foi flagrado em um posto na BR-470, em Rio do Sul. Ele é suspeito de comercializar produtos à base de tirzepatida pelas redes sociais.
Um servidor público de 46 anos foi preso suspeito de vender medicamentos emagrecedores ilegais em Santa Catarina. O homem utilizava um carro oficial da Prefeitura de Araquari para realizar as entregas dos produtos.
A Polícia Militar realizou a prisão na quarta-feira (4), em um posto de combustíveis às margens da BR-470, em Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí.
Durante a abordagem, os policiais encontraram 24 frascos de emagrecedores sem registro sanitário. Os produtos estavam divididos em cinco caixas e quatro recipientes avulsos. Além disso, as embalagens apresentavam marcas e procedências variadas.
Segundo as informações da ocorrência, a Anvisa proíbe a comercialização e o uso desses produtos no Brasil.
Servidor utilizava redes sociais para vender emagrecedores
A investigação começou após denúncias sobre a comercialização de substâncias à base de tirzepatida. De acordo com as informações policiais, o suspeito anunciava os produtos em redes sociais e aplicativos de mensagens.
A tirzepatida é o princípio ativo do Mounjaro, medicamento indicado para o tratamento do diabetes tipo 2. No entanto, a substância também ganhou popularidade devido aos seus efeitos na perda de peso.
Após receber as denúncias, a Polícia Militar monitorou a movimentação do homem. Com isso, os agentes identificaram a rota das entregas e localizaram o veículo em um posto de combustíveis na BR-470.
Durante a abordagem, os policiais descobriram outro detalhe: o automóvel pertencia à frota oficial da Prefeitura de Araquari.
Polícia apreendeu 24 frascos de produtos ilegais
Além de encontrar os emagrecedores no veículo, os policiais apontaram o servidor como responsável pela fabricação, armazenamento e comercialização dos produtos clandestinos.
Em seguida, os agentes deram voz de prisão ao homem. A equipe também encaminhou o suspeito e todo o material apreendido à Delegacia de Polícia Civil.
Prefeitura abre investigação contra servidor
Em nota enviada à imprensa, a Prefeitura de Araquari confirmou que o homem integra o quadro de servidores municipais. A administração também confirmou que o veículo utilizado na ocorrência pertence à frota pública.
No entanto, a prefeitura afirmou que desconhecia a suposta atividade ilegal do funcionário.
Diante da situação, a administração municipal anunciou a abertura de um processo administrativo disciplinar. O procedimento vai apurar a conduta do servidor.
Enquanto isso, a Polícia Civil de Santa Catarina continua investigando o caso. Os agentes querem descobrir a origem dos produtos e identificar possíveis envolvidos na distribuição dos emagrecedores clandestinos.

