Nas águas distantes do Oceano Pacífico Equatorial, uma transformação invisível a olho nu começou a redesenhar o clima do planeta. O fenômeno conhecido como super El Niño entrou em uma nova fase crítica, registrando o aquecimento das águas em até 3,1°C. Atualmente, os primeiros sinais dessa força da natureza já deixam marcas visíveis no território brasileiro, transformando a rotina de milhares de pessoas no Sul do país.
Temporal e destruição no Sul do país
Nas últimas horas, o avanço de um intenso rio atmosférico trouxe acumulados superiores a 200 milímetros de chuva para o Rio Grande do Sul. Por isso, 143 municípios gaúchos enfrentaram momentos de tensão com enchentes, quedas de granizo e rajadas de vento devastadoras. Em várias cidades, rios transbordaram rapidamente, arrastando casas e ilhando moradores que precisaram de resgates emergenciais. Além disso, a Defesa Civil emitiu alertas máximos para bacias hidrográficas importantes, como a do Rio Taquari.
Como o super El Niño altera o clima nacional




De acordo com o meteorologista Piter Scheuer, os impactos da oscilação do Pacífico ocorrem de forma pontual e regionalizada. Enquanto tempestades extremas e risco de tornados ameaçam o oeste da Região Sul, uma massa de ar quente se consolida no centro do país. Nos próximos dias, termômetros em estados como Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul podem marcar até 40°C. Com efeito, essa combinação de calor intenso com a estiagem aumenta significativamente o risco de queimadas na Amazônia e no Pantanal.
O evento climático mais forte em 150 anos
Projeções do Instituto Internacional de Pesquisa para Clima e Sociedade (IRI), da Universidade de Columbia, indicam que o pico do evento deve ocorrer entre outubro e dezembro. Conforme dados do Centro de Previsão Climática da NOAA, existe 81% de chance de o fenômeno alcançar a categoria “muito forte”. Assim, especialistas alertam que este episódio tem potencial para se tornar o mais intenso registrado nos últimos 150 anos, superando marcas históricas do passado.
Atenção: Acompanhe diariamente os boletins da Defesa Civil da sua região para receber alertas antecipados de tempestades e ondas de calor extremas.


