A operação contra o tráfico internacional de drogas da Polícia Federal prendeu mergulhadores profissionais que atuavam nos principais portos de Santa Catarina. De acordo com as investigações oficiais, os criminosos contrataram esses profissionais para esconder cocaína nos cascos de navios. Dessa forma, a organização criminosa movimentou valores impressionantes nos últimos anos.
Segundo os dados da PF, o esquema movimentou mais de meio bilhão de reais nos últimos quatro anos. Além disso, os agentes cumpriram dezenas de mandados de prisão e de busca e apreensão. As ações ocorreram simultaneamente em várias cidades catarinenses, no Paraná e em Minas Gerais.
Portanto, a ofensiva policial busca desarticular a estrutura financeira do grupo. Conforme apurado por O Analista, a Justiça determinou o bloqueio imediato de contas bancárias e o sequestro de bens de luxo dos investigados.
O submundo do tráfico internacional de drogas nos portos
Os criminosos utilizavam técnicas avançadas para enviar o entorpecente ao exterior através dos terminais marítimos. Entretanto, o uso de mergulhadores profissionais surpreendeu as autoridades pela audácia e complexidade logística. Os mergulhadores fixavam a droga nos cascos dos navios de forma subaquática.
Assim, o entorpecente viajava escondido abaixo da linha da água até os portos de destino. Por outro lado, a polícia já monitorava a movimentação suspeita na costa catarinense há meses. Essa fiscalização intensa permitiu identificar os principais integrantes do núcleo operacional.
As investigações apontam que o grupo utilizava equipamentos modernos de mergulho para facilitar o trabalho noturno. Com o propósito de evitar suspeitas, os suspeitos simulavam atividades de pesca ou manutenção nas proximidades dos portos.
Como operava a organização voltada ao tráfico internacional de drogas
Além do uso de mergulhadores, a quadrilha diversificava os métodos de envio de mercadorias ilícitas. O grupo escondia grandes volumes de cocaína em cargas lícitas como paletes de madeira e alimentos. Igualmente, o bando criava empresas de fachada para simular operações regulares de exportação.
Dessa forma, o esquema conseguia burlar a fiscalização alfandegária rotineira com facilidade. Porém, as apreensões sucessivas nos portos de Navegantes e Itapoá revelaram o padrão logístico da organização. A polícia encontrou carregamentos ocultos em meio a produtos químicos legítimos.
A complexidade da estrutura exigia contatos frequentes com compradores internacionais. Por causa disso, a Polícia Federal aprofundou as investigações financeiras para rastrear a lavagem de dinheiro. O monitoramento de contas bancárias suspeitas foi fundamental para o avanço do caso.
O balanço das apreensões de tráfico internacional de drogas em SC
Durante as fases investigativas, os policiais apreenderam cerca de 4,6 toneladas de cocaína pura. Além disso, os agentes confiscaram um arsenal bélico impressionante que estava em posse dos criminosos. A lista de materiais inclui fuzis, pistolas, granadas e uma metralhadora de alto calibre.
Em resumo, a operação desferiu um golpe bilionário na logística do crime organizado na região Sul. A Justiça decretou o bloqueio de até R$ 646 milhões das contas dos suspeitos. Esse confisco visa sufocar o poder financeiro e a capacidade de reestruturação do grupo.
As autoridades federais garantem que as fiscalizações nos portos catarinenses serão intensificadas por tempo indeterminado. Assim, novos protocolos de segurança subaquática devem ser implementados para prevenir incidentes semelhantes no futuro.


