A Polícia Civil desarticulou um esquema sofisticado de tráfico internacional de drogas em Florianópolis durante a “Operação Moscou”. De fato, o grupo criminoso utilizava uma mansão de luxo em Jurerê Internacional como fachada para um laboratório de refino de cocaína. Além disso, os investigadores revelaram detalhes sobre a logística complexa do crime organizado na capital catarinense.
O laboratório de drogas em Jurerê
A escolha da residência no Norte da Ilha ocorreu de forma estratégica. Segundo os agentes, a intensa movimentação de turistas no bairro facilitava a camuflagem das atividades ilícitas. Dessa forma, os policiais encontraram no interior da mansão uma estrutura equipada com:
- Produtos químicos: Ácidos sulfúrico e clorídrico.
- Equipamentos: Centrífugas, provetas e béqueres.
- Matéria-prima: Folhas de coca e cocaína pronta para o mercado.
Consequentemente, a equipe apreendeu R$ 200 mil em espécie e um veículo de luxo. Portanto, a ação gerou um prejuízo imediato e significativo aos criminosos.
Como a investigação começou
O monitoramento começou no Aeroporto Internacional Hercílio Luz. Naquele momento, os policiais detiveram um homem que tentava embarcar com entorpecentes escondidos no próprio corpo. Sabe-se que o destino final da carga seria a cidade de Moscou, na Rússia.
A partir desse flagrante, as equipes conectaram as provas que apontavam para o líder do grupo. Posteriormente, a polícia prendeu o cidadão russo na mansão de Jurerê. Embora o esquema operasse de forma discreta, o trabalho integrado das forças de segurança permitiu o desmonte da rede.
Estrutura do tráfico internacional de drogas em Florianópolis
A Polícia Civil afirma que o grupo demonstrava extrema organização. Por exemplo, a rede mantinha divisões claras de tarefas:
- Produção: O refino ocorria no laboratório clandestino da Ilha.
- Recrutamento: Os líderes selecionavam “mulas” para o transporte aéreo.
- Distribuição: O foco comercial residia no mercado europeu e russo.
Por fim, a Justiça converteu a prisão do suspeito do aeroporto em preventiva. Atualmente, o cidadão russo permanece sob custódia e à disposição do Poder Judiciário.


