Duas passageiras brasileiras que sobreviveram ao grave acidente de ônibus na SC-492 relataram os momentos de tensão que antecederam a tragédia no Oeste catarinense. Elas revelaram que os passageiros sentiram cheiro de pneu queimado horas antes do tombamento. Além disso, as sobreviventes apontaram que o motorista ignorou os avisos e continuou a viagem em alta velocidade.
Pressentimento ruim antes do capotamento

Naira Luiza Sal e sua filha, Emily Vitale Sal, viajavam com a delegação de bailarinos paraguaios que retornava de um festival em Gramado (RS). No entanto, o clima de festa deu lugar à apreensão no início da tarde devido a problemas mecânicos visíveis. Conforme o relato de Naira, o forte odor de queimado assustou a todos por volta das 14h.
Atualmente, mãe e filha relembram que a situação gerou um pressentimento ruim coletivo dentro do veículo. Apesar dos avisos feitos diretamente ao condutor sobre os perigos, o ônibus prosseguiu normalmente sem realizar nenhuma parada técnica para verificação.
O momento do acidente de ônibus na SC-492
A colisão aconteceu em um trecho sinuoso da rodovia estadual, quando o motorista perdeu o controle da direção na curva. Segundo as sobreviventes, o veículo desenvolvia uma velocidade excessiva para o local de declives acentuados. Por isso, o coletivo saiu da pista, desceu a ribanceira e capotou.
Naira relatou que todos fecharam os olhos no instante em que o veículo começou a tombar. Logo após, malas e passageiros caíram uns sobre os outros dentro do salão. A jovem Emily, que viajava na janela, acabou protegida porque utilizava o cinto de segurança corretamente no momento do impacto.

Importância do uso do cinto de segurança
Mãe e filha escaparam sem lesões graves da tragédia que resultou em mortes e dezenas de feridos. Assim que conseguiram sair das ferragens, elas perceberam a gravidade da situação ao redor. Elas ressaltaram que o equipamento de proteção individual salvou suas vidas.
Posteriormente, os peritos iniciaram as investigações para confirmar a hipótese de falha mecânica nos freios. Até o momento, as autoridades continuam prestando assistência aos feridos que seguem internados em hospitais da região.


