O Brasil aciona OMC nesta segunda-feira (27) para barrar um ataque econômico das autoridades dos Estados Unidos contra a produção nacional. O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) formalizou um pedido de consultas no Órgão de Solução de Controvérsias da entidade internacional. A diplomacia brasileira classifica as sobretaxas unilaterais de 25% e 12,5% aplicadas pelo governo americano como medidas punitivas, injustificadas e totalmente incompatíveis com os acordos do comércio global.

Taxas abusivas e barreiras impostas por Washington
A retaliação diplomática ocorre após os Estados Unidos imporem pesadas barreiras tarifárias contra os produtos brasileiros. A primeira taxa, de 25%, resultou de uma investigação unilateral que envolveu áreas como comércio digital, etanol e preservação ambiental. Além disso, a administração americana adicionou uma tarifa de 12,5% referente a uma investigação abrangendo 60 economias sobre supostas regras de trabalho na cadeia de suprimentos.
Prejuízo milionário para as exportações nacionais
O chanceler brasileiro destacou que o país não aceitará passivamente as alíquotas abusivas impostas pela Casa Branca. Quando o Brasil aciona OMC, o governo busca proteger indústrias e produtores estratégicos que perderam espaço no mercado internacional de forma injusta. Consequentemente, o encarecimento forçado dos produtos ameaça empregos no país e desequilibra o saldo da balança comercial.

O impasse diplomático no tribunal de Genebra
Com a abertura do pedido de consultas, os dois países têm um prazo formal para negociar diretamente e buscar uma saída em Genebra. Esta etapa de negociação direta representa a fase inicial prevista no regulamento multilateral de comércio. Caso os americanos recusem um acordo justo, a diplomacia brasileira solicitará a criação de um painel de julgamento para condenar as sanções impostas pelos Estados Unidos.


