O Contorno Viário da Grande Florianópolis, inaugurado em agosto de 2024, transformou radicalmente a dinâmica de mobilidade na região. Com 50 km de extensão e um investimento de R$ 3,9 bilhões, a obra conseguiu reduzir em até 50% o tempo de viagem nos horários de pico. Portanto, o desvio de cerca de 20% do tráfego pesado da BR-101 trouxe alívio imediato. Entretanto, essa fluidez na rodovia principal gerou uma pressão imediata sobre as vias de acesso estaduais que ainda não foram modernizadas.
Dessa forma, as prefeituras de São José e Biguaçu intensificam a cobrança pela duplicação das rodovias SC-281 e SC-407. O objetivo central é evitar que os trevos de ligação se tornem novos gargalos logísticos.
Biguaçu e a integração com o Contorno Viário da Grande Florianópolis
Em Biguaçu, a prioridade máxima é a duplicação da SC-407. Esta rodovia é o principal cordão umbilical entre o Contorno Viário da Grande Florianópolis e a área industrial do município. De acordo com a prefeitura, a atualização do Plano Diretor realizada em 2024 já prepara a região para o crescimento econômico. Além disso, a infraestrutura viária precisa acompanhar esse ritmo para garantir a segurança dos motoristas.
- Logística: O trecho atual não suporta o aumento do fluxo de carga pesada.
- Segurança: A falta de duplicação coloca em risco moradores e trabalhadores.
- Urgência: A demanda é antiga e ganhou força com a inauguração da nova via.
São José projeta melhorias no Contorno Viário da Grande Florianópolis
A situação em São José envolve tanto obras de infraestrutura quanto regramento urbano rígido. Nesse sentido, a prefeitura defende a duplicação da SC-281, com um projeto estratégico para o trecho de 900 metros que conecta a BR-101 ao Contorno Viário da Grande Florianópolis.
Além do mais, um convênio de R$ 10 milhões entre o município e o Governo do Estado está em pauta para viabilizar a obra. Por outro lado, para garantir a organização no entorno, São José publicou um decreto que estabelece uma faixa non aedificandi de 20 metros. Consequentemente, novos empreendimentos não poderão ter acesso direto pela rodovia principal, preservando a velocidade de fluxo.
Em suma, o futuro da mobilidade na região depende agora da capacidade do Estado em modernizar os acessos. Afinal, o sucesso do Contorno Viário da Grande Florianópolis só será completo quando as vias municipais e estaduais estiverem integradas de forma eficiente.


