Óbito foi confirmado nesta segunda-feira (24) pela Secretaria de Estado da Saúde; homem de 56 anos diagnosticado com a doença recebeu alta hospitalar
SaSanta Catarina registrou a primeira morte por Febre do Nilo Ocidental (FNO) nesta segunda-feira (24). A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou o óbito e informou que este é o primeiro registro de morte pela doença na história do Estado.
A vítima era uma idosa e apresentou manifestações neurológicas após contrair a infecção. Além disso, outro paciente também desenvolveu sintomas neurológicos após receber o diagnóstico da doença.
Em Caçador, um homem de 56 anos precisou de internação por causa da infecção. No entanto, ele apresentou evolução clínica favorável e recebeu alta hospitalar.
A SES mantém os dois casos sob investigação epidemiológica. Segundo a secretaria, as equipes trabalham para identificar os prováveis locais de infecção e entender a circulação do vírus em Santa Catarina.
O que é a Febre do Nilo Ocidental
A Febre do Nilo Ocidental é uma infecção causada por um vírus. Mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex, transmitem o agente por meio da picada.
As aves silvestres funcionam como os principais hospedeiros naturais do vírus. Dessa forma, elas ajudam a manter o agente em circulação e servem como fonte de infecção para os mosquitos.
Depois de adquirir o vírus, o mosquito pode infectar seres humanos, equinos, primatas não humanos e outros mamíferos.
Além disso, o Ministério da Saúde aponta outras formas, mais raras, de transmissão. Entre elas estão transfusão de sangue, transplante de órgãos, aleitamento materno e transmissão durante a gestação.
Quais são os sintomas
A maioria das pessoas infectadas pelo vírus não apresenta sintomas. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 20% dos infectados desenvolvem algum sinal da doença.
Quando surgem, os sintomas costumam ser leves. Entre os principais estão:
- febre de início súbito;
- mal-estar;
- náusea;
- vômito;
- dor de cabeça;
- dor muscular;
- dor nos olhos;
- manchas na pele;
- aumento dos gânglios linfáticos.
Por outro lado, uma pequena parcela dos pacientes pode desenvolver uma forma grave da doença. Nesses casos, o vírus pode atingir o sistema nervoso central e provocar meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda.
Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente um em cada 150 infectados desenvolve doença neurológica grave. Entre essas complicações, a encefalite aparece como uma das principais manifestações.
Não existe vacina ou antiviral específico
Atualmente, não existe vacina ou medicamento antiviral específico contra a Febre do Nilo Ocidental para seres humanos.
Por isso, os médicos concentram o tratamento no controle dos sintomas e no suporte ao paciente. Nos casos leves, a equipe de saúde pode recomendar repouso e hidratação, conforme a avaliação clínica.
Já nos quadros graves, o paciente pode precisar de internação e cuidados intensivos. O tratamento pode incluir reposição de líquidos por via intravenosa, suporte respiratório e medidas para prevenir infecções secundárias.
Vigilância será reforçada em Santa Catarina
Após a confirmação dos casos, a Secretaria de Estado da Saúde deve ampliar as ações de vigilância epidemiológica, laboratorial, animal e entomológica em Santa Catarina.
Nesse cenário, a população também pode ajudar a reduzir o risco de transmissão. A principal medida consiste em evitar o contato com mosquitos e eliminar locais que possam servir como criadouros.
Além disso, pessoas que apresentarem sintomas neurológicos, como confusão mental, alteração de consciência ou fraqueza, devem procurar atendimento médico.
Durante a consulta, o paciente deve informar ao profissional de saúde sobre possíveis exposições a mosquitos. Assim, a equipe poderá considerar a possibilidade de infecção pelo vírus e adotar as medidas necessárias para investigação e acompanhamento.


