Institutos oficiais de meteorologia emitiram o primeiro boletim mensal conjunto que confirma o retorno do El Niño no segundo semestre. Diante desse cenário, autoridades e órgãos de controle montaram forças-tarefas para conter o avanço de incêndios florestais na região Norte. Atualmente, o fenômeno climático altera as massas de ar e acelera severamente o processo de seca na Amazônia, elevando o risco de queimadas.
Os riscos climáticos previstos para o segundo semestre

Os modelos climáticos apontam mais de 90% de probabilidade de permanência do fenômeno ativo até o início do próximo ano. Dessa forma, a falta de chuvas regulares deve castigar os ecossistemas locais e reduzir drasticamente os níveis de rios importantes. Além disso, a combinação de calor extremo com baixa umidade cria o ambiente perfeito para pequenos focos locais virarem grandes incêndios florestais.
A mobilização das autoridades ambientais

Para mitigar os impactos, o Ministério Público atua preventivamente cobrando planos de contingência dos municípios com maiores históricos de degradação. Portanto, as promotorias de Justiça vão fiscalizar omissões do poder público e punir rigorosamente o uso ilegal do fogo. Como o período de estiagem está apenas começando, o monitoramento por satélite recebeu reforços estratégicos para mapear as áreas vulneráveis da seca na Amazônia.


