A agressão por guarda municipal em Balneário Camboriú chocou os moradores do Litoral Norte de Santa Catarina nesta semana. O caso aconteceu na noite de segunda-feira (18) em frente a um templo religioso da cidade. Segundo testemunhas locais, a violência começou logo após uma discussão sobre o volume excessivo do som no estabelecimento.
Além disso, a vítima das agressões foi o morador Tiago Alves, que reside bem perto do endereço. Ele relatou que foi ao local apenas para pedir a redução do barulho sonoro. Infelizmente, o homem acabou surpreendido com violentos socos desferidos por um agente público que estava de folga.
O motivo por trás da agressão por guarda municipal em Balneário Camboriú
Tiago convive com o problema do barulho intenso no bairro há cerca de quatro anos. De acordo com o morador, o ruído excessivo prejudica severamente a saúde do seu filho de nove anos. A criança possui o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e sofre muito com crises devido à poluição sonora.
Portanto, o pai decidiu conversar pacificamente com os responsáveis pelo evento para tentar solucionar a questão. Entretanto, as imagens registradas por câmeras de segurança mostraram uma reação desproporcional e extremamente agressiva do servidor. O morador recebeu ao menos quatro socos seguidos e desmaiou na calçada pública.
Por conta dos graves ferimentos sofridos na boca, Tiago precisou receber atendimento médico hospitalar de urgência. Dessa forma, a equipe médica de plantão teve que realizar um procedimento com seis pontos cirúrgicos. Atualmente, o morador se recupera do trauma físico e psicológico sofrido no início da semana.
Histórico de denúncias e o posicionamento das autoridades municipais
O problema com o som alto da igreja evangélica na região já é antigo. Segundo dados oficiais consultados pelo portal O Analista, o morador já registrou mais de 17 boletins de ocorrência. Inclusive, a situação gerou um processo judicial complexo que tramita na 1ª Vara Criminal da comarca.
Dessa forma, o Ministério Público catarinense denunciou a instituição religiosa por crime ambiental de poluição sonora. A prefeitura da cidade chegou a realizar medições técnicas detalhadas de ruído na rua afetada. No entanto, o templo religioso informou que realizou todas as adequações acústicas exigidas pela lei.
Em resumo, a Secretaria de Segurança e Ordem Pública informou que já identificou o servidor. Diante disso, a corregedoria da corporação instaurou rapidamente um procedimento administrativo rigoroso para apurar a conduta. Por fim, o agente agressor foi afastado de suas funções operacionais diárias nas ruas.
Medidas legais e o desdobramento da agressão por guarda municipal em Balneário Camboriú
A Polícia Civil de Santa Catarina assumiu a investigação criminal do caso de lesão corporal. De acordo com os investigadores, o inquérito vai analisar detalhadamente todos os vídeos gravados no local. As testemunhas da ocorrência e a vítima também já prestaram depoimentos formais na delegacia.
Assim, os representantes do templo religioso decidiram se manifestar publicamente através de uma nota oficial. A instituição afirmou que repudia veementemente qualquer espécie de violência física praticada contra os cidadãos. Além disso, alegou que o episódio trágico foi um fato isolado na via pública.


